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Planeta Sustentável

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Papel do Aluno, Professor e da Escola


Autor: Maria Inez Rodrigues


O que se pode dizer a respeito é que o conhecimento no espaço escolar deve ser mediado pelo professor de modo a realizar sua prática educativa partindo do empírico para o abstrato e, por fim, chegando-se ao concreto.

Essa forma de se chegar ao conhecimento científico não é algo que o aluno pode fazer por si mesmo. Ele precisa da orientação do professor que, por sua vez, precisa compreender o fenômeno educativo para elaborar abstrações relacionadas ao cotidiano, por meio de leituras mais amplas da realidade.

Nesse sentido, aluno, escola e professor se situam num processo de interação e reflexão da realidade social para fazerem uso de instrumentos que provocarão no processo ensino-aprendizagem a internalização dos conhecimentos significativamente produzidos pelo conjunto da humanidade e, necessários ao desenvolvimento do ser humano.

De acordo com Vigotsky:

a) Uma operação que inicialmente representa uma atividade externa é reconstruída e começa a ocorrer internamente. É de particular importância para o desenvolvimento dos processos mentais superiores a transformação da atividade que utiliza signos, cuja história e características são ilustradas pelo desenvolvimento da inteligência prática, da atenção voluntária e da memória.

b) Um processo interpessoal é transformado num processo intrapessoal. Todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: primeiro, no nível social, e, depois, no nível individual; primeiro, entre pessoas (interpsicológica), e, depois, no interior da criança (intrapsicológica). Isso se aplica igualmente para a atenção voluntária, para a memória lógica e para a formação de conceitos. Todas as funções superiores originam-se das relações reais entre indivíduos humanos.

c) A transformação de um processo interpessoal num processo intrapessoal é o resultado de uma longa série de eventos ocorridos ao longo do desenvolvimento. O processo, sendo transformando, continua a existir e a mudar como uma forma externa de atividade por um longo período de tempo, antes de internalizar-se definitivamente. Para muitas funções, o estágio de signos externos dura para sempre, ou seja, é o estágio final do desenvolvimento. Outras funções vão além do seu desenvolvimento, tornando-se gradualmente funções interiores. Entretanto, elas somente adquirem o caráter de processos internos como resultado de um desenvolvimento prolongado. Sua transferência para dentro está ligada a mudanças nas leis que governam sua atividade; elas são incorporadas em um novo sistema como suas próprias leis (VIGOTSKI, 2003)

Diante disso, então, podemos concluir que a aprendizagem ocorre quando estimulada e/ou mediada, provocando saltos nos níveis do desempenho do aluno, principalmente quando o ensino consegue se antecipar àquilo que o aluno ainda não sabe. É nesse sentido que o conceito de zona de desenvolvimento proximal ganha importância, pois, ela permite que a distância entre o desenvolvimento real e aquilo que o aluno tem de potencial para a aprendizagem se estabeleça a partir da mediação do professor.

Simplificando, o papel do professor é de mediador do processo ensino e aprendizagem; O papel do aluno é o de sujeito atuante na construção do conhecimento de maneira que se possa colocar-se em contato com a herança histórica do saber humano; e o papel da escola é o de apontar as necessidades de transformação das relações sociais em todas as suas dimensões.

Referência

SILVA, Graziela Lucchesi Rosa da, EIDT, Nadia Mara. Oposições teórico-metodológicas entre a Psicologia Histórico-Cultural e o Construtivismo Piagetiano: implicações à educação escolar. Secretaria de Estado de Educação do Paraná –Coordenação de Gestão Escolar/SEED. Curitiba, 2010.


VIGOTSKY, L. S. Psicologia pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2003.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Individualidade X Coletividade




Autor: Maria Inez Rodrigues


A relação entre coletividade e individualidade está na definição de que o trabalho coletivo é um conjunto de ações que, individualmente ganha sentido racional. Ao agir sobre a natureza o homem tem que se organizar, planejando suas ações.

De acordo com suas necessidades individuais ele vai organizando as ações que se caracterizam no que podemos chamar de desenvolvimento do raciocínio, memória, criatividade, etc. Portanto, ao se apropriar das “criações elaboradas ao longo da humanidade” o homem se humaniza e desenvolve o senso de coletividade.

No trabalho pedagógico isso é determinado a partir do significado da ação, presente nos conteúdos escolares, e que ocorre através de uma ação coletiva dirigida por metas. Ou seja, é a apropriação da cultura intelectual, produzida pela atividade humana, por meio do ensino e aprendizagem.


Independentemente de suas estruturas cognitivas o aluno está em contato com as produções da humanidade e o professor ao fazer a mediação na construção do conhecimento, dá a oportunidade para que ele possa lidar com signos, procedimentos e valores ligados aos elementos da cultura. Com isso, ao optarmos por uma escola que defende “o que o aluno precisa aprender” estamos defendendo que é preciso compreender, também, os elementos que organizam o processo de ensino e que estão ligados as etapas do desenvolvimento da criança, além de saber atuar na zona de desenvolvimento proximal do aluno, para que este se aproprie corretamente dos conhecimentos, sendo o professor responsável pela transmissão da cultura e o mediador social dessa apropriação.

Portanto, a diferença entre vontade individual e necessidade coletiva caracteriza-se pela forma de compreender o mundo e intervir nele, compreendido aqui na definição feita por Vigotsky(1998, p. 40) de que “ essa estrutura humana complexa é o produto de um processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas ligações entre história individual e história social”.

Referência

SILVA, Graziela Lucchesi Rosa da, EIDT, Nadia Mara. Oposições teórico-metodológicas entre a Psicologia Histórico-Cultural e o Construtivismo Piagetiano: implicações à educação escolar. Secretaria de Estado de Educação do Paraná –

Coordenação de Gestão Escolar/SEED. Curitiba,

VIGOTSKI, Levi Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos

processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

domingo, 21 de novembro de 2010

Construção de Instrumenstos X Construção de Conhecimentos.


Autor: Maria Inez Rodrigues


Creio eu que a diferença existente é de que num dos pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, diz que o homem é um ser diferente de outros animais pela sua capacidade de criar e utilizar de maneira funcional os signos e linguagens, devido a capacidade de processar os conhecimentos acumulados pela humanidade, não de forma hereditária, mas pela sua experiência social. A necessidade de informações e a ação produtiva sobre os objetos de conhecimento fazem com que o indivíduo aja dialeticamente sobre a natureza, interpretando suas ações e transformando sua realidade social. Outra diferença é a de que o desenvolvimento humano supera os fatores biológicos. A união entre pensamento e linguagem redimensiona todas as funções psicológicas.

Enquanto Piaget defende que a aprendizagem está subordinada ao desenvolvimento de estruturas cognitivas, Vigotsky defende as relações recíprocas entre desenvolvimento e aprendizagem dizendo que o desenvolvimento se expande através das interações sociais, ocorrendo a internalização dos conhecimentos e, por conseguinte, a aprendizagem. Ou seja, a criança não constrói por si mesma o próprio conhecimento configurando aqui a importância do trabalho do professor na transmissão dos conhecimentos científicos, filosóficos e estéticos. “Quando a criança aprende a ler, na escola, a escrever, a fazer contas, quando aprende os fundamentos das ciências, assimila uma experiência humano-social, da qual não poderia assimilar nem sequer uma milionésima parte se seu desenvolvimento fosse apenas determinado pela experiência que pode alcançar mediante uma interação direta do ambiente” (LURIA, 1991, p. 79-80).

Para concluir, a diferença se caracteriza no processo de construção de significados pelos indivíduos, ao processo de internalização e ao papel da escola na transmissão de conhecimento, que é de natureza diferente daqueles aprendidos na vida cotidiana. Propõe uma visão de formação das funções psíquicas superiores como internalização mediada pela cultura.

O Papel da Escola no desenvolvimento da aprendizagem do aluno.


Autor: Maria Inez Rodrigues


Podemos dizer que, enquanto uma concepção (construtivismo - Psicologia histórico-cultural) defende a interação com o meio e de que o conhecimento não é dado, mas sim é construído, a outra defende a relação social como instrumento para o desenvolvimento das funções psíquicas e, por conseguinte, da aprendizagem. Ou seja, é por meio da mediação entre o sujeito e o objeto que construímos os conhecimentos e desenvolvemos as funções mentais. Em outras palavras, Piaget deu ênfase às construções realizadas pelo sujeito, enquanto que Vigotsky aos processos de trocas, ou seja, de interação do sujeito com o seu meio. Desta forma, quando optamos por uma ou outra concepção de aprendizagem estamos definindo uma técnica ou uma prática de ensino fundamentada numa teoria que poderá ou não trabalhar a aquisição do conhecimento como forma de apropriação e, que serão ou não assimilados no decorrer de um ano letivo. Na verdade, o princípio disso tudo está na compreensão do que seja Construtivismo e do que seja Teoria Histórico-Cultural, pois, de acordo com Graziela Lucchesi “o trabalho educativo recebe diferente papel no processo de aprendizagem e desenvolvimento humanos”(p.3), a partir da compreensão exata das duas teorias. Isso quer dizer que a gênese da Teoria Histórico-Cultural é a natureza social da aprendizagem, enquanto que o Construtivismo possui sua gênese no desenvolvimento mental, o que leva o trabalho do professor e, por conseguinte da escola em sua especificidade, organizar-se de modo a desenvolver uma boa aprendizagem nos alunos por intermédio de ações e atividades que os levem a compreensão no uso de instrumentos físicos e simbólicos, que resultarão na apropriação de conhecimentos científicos produzidos pela humanidade, sem que isso determine um amadurecimento prévio desse aluno para a aprendizagem deste ou daquele conteúdo. Para isso, é necessário que o professor tenha conhecimento de ambas as teorias, a fim de organizar seu trabalho, tendo a compreensão de funcionamento do desenvolvimento da aprendizagem naquilo que a define na linguagem e pensamento, formação de conceitos, etapas do desenvolvimento e que são elementos importantes para a organização de estratégias e metodologias de ensino, pois, ambas as teorias concebem a criança como um ser ativo que se desenvolve a medida que interage com outras pessoas.

Referências:

SILVA,Graziela Lucchesi R.EIDT,Nadia Mara. Oposições teórico-metodológicas entre a Psicologia Histórico-Cultural e o construtivismo Piagetiano: implicações à educação escolar.

ARGENTO,Heloisa.Teoria sócio-construtivista. Publicado em: http://www.robertexto.com/archivo1/socio_construtivista.htm

http://www.pgie.ufrgs.br/alunos_espie/espie/franco/public_html/textos/piavygo.htm

Concepções Pedagógicas

Autor: Maria Inez Rodrigues



Para podermos fazer essa análise das conseqüências dessas abordagens nos dias atuais é preciso lembrar que a Pedagogia Tradicional priorizava a teoria sobre a prática focando sua metodologia nos métodos de ensino, manifestando-se na vertente religiosa que teve início com os Jesuítas e que dava à educação a tarefa de moldar o homem como um ser ideal. Já a Pedagogia Renovadora priorizava a prática sobre a teoria tendo como questão principal “como aprender” tendo como centralidade do ensino, o educando. As duas concepções se mostram completamente antagônicas. Com a Concepção Pedagógica Produtivista surge uma nova maneira de ensinar inspirada na Teoria do Capital Humano colocando a educação subordinada à economia sendo que mais tarde foi aperfeiçoada para a formação da cidadania, com isso, a ênfase nas capacidades e competências se coloca como condição à empregabilidade do indivíduo. Surgem, então, as Pedagogias contra-hegemônicas contrapondo-se as idéias da Teoria do capital Humano que defende a educação como mediação no seio da prática social, afirmando que teoria e prática são indissociáveis.

A cerca das influências que cada concepção exerce no trabalho pedagógico nos dias atuais, podemos dizer que a Pedagogia Tradicional exerce influência nas práticas pedagógicas de grande parte dos docentes, principalmente nas formas de exposição das matérias, preparação dos alunos, associações, exercícios e repetições. Já a Pedagogia Renovadora exibe sua influência no modo de entender as estruturas cognitivas do indivíduo estabelecendo seu método de ensino no aprender fazendo (método de projetos), com conteúdos organizados em função das experiências do aluno. O professor é um especialista em relações humanas. Na Pedagogia Produtivista o ensino é sistematizado nos manuais, nos livros didáticos, em apostilas, etc., constituindo-se no método de transmissão e recepção de informações de sentido técnico e modificação de desempenho, preparando as pessoas para atuar no mercado de trabalho, com ênfase nas capacidades e competências. Nas pedagogias Contra–Hegemônicas representada na atualidade pela Pedagogia Histórico-Crítica, temos o sentido de escola mediadora na prática dos conteúdos culturais universais com um ensino voltado para a interação dos conteúdos com as realidades sociais. O método de ensino está centrado na concepção dialética, contrapondo-se a teoria do capital humano. O professor é o mediador do conhecimento produzido pela humanidade relacionando-os com a realidade social e apóia-se nas estruturas cognitivas já existentes.

Feito essa análise, podemos afirmar que as conseqüências no processo pedagógico se concretizam nas ações da prática de sala de aula onde o professor, influenciado por concepções que notoriamente visavam ideais políticos de conservação do status quo de uma determinada classe social, acaba por realizar a reprodução dessa política de exclusão que visa apenas o fortalecimento do neoliberalismo. A influência dessas concepções em nossas práticas só vem confirmar que política e educação são inseparáveis. Entretanto, no texto de Saviani fica evidente que o Estado tem pouca autonomia para opor-se a hegemonia global do neoliberalismo e, a escola acaba servindo como reprodutora de um sistema voltado para o capital.

Referência:

LIMA, Clodoaldo José. As concepções Pedagógicas na História da Educação Brasileira, Síntese do Texto. 29 de abril de 2010. Pesquisa no Google.

SAVIANI, Dermeval. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. Texto elaborado no âmbito do projeto de pesquisa “O espaço acadêmico da pedagogia no Brasil”, financiado pelo CNPq, para o “Projeto 20 anos do Histedbr”. Campinas, 25 de agosto de 2005.

http://pedagogiadidatica.blogspot.com/2008/11/tendncias-pedaggicas-na-prtica-escolar.html

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O papel assumido pelo Estado frente ao ensino público.


Maria Inez Rodrigues



As estruturas de poder e de dominação ao longo da história sempre deixaram suas marcas. Na educação isso não foi diferente, pois, o sistema dual de ensino começou com a chegada dos Jesuítas que ofereceram um ensino de instrução e catequização com sentido de aculturação dos índios que aqui habitavam, sobrepondo a cultura européia sobre as nativas. Vê-se aqui a mão do Estado aproveitando-se da situação para colonizar e dominar a terra. A partir das reformas Pombalinas o Estado utilizou-se da pedagogia inspirada no iluminismo para implantar e regulamentar o ensino, oferecendo disciplinas avulsas aplicadas por professores pagos pela coroa e que serviam à sociedade da época. Na metade do século XIX surge o método intuitivo mantendo-se como referência e fruto da revolução industrial. Com o advento da Escola Nova a educação passa a ter a finalidade de preparar o indivíduo para o período da era industrial dando início a disputa entre escola pública e particular, numa ferrenha disputa político-ideológica por hegemonia entre os defensores da escola pública e os defensores da escola privada, e o Estado demonstrando total descompromisso com a qualidade da educação. Na década de 60 surge a concepção produtivista, baseada na teoria do capital humano, que coloca a educação subordinada à economia sendo vista como um investimento individual de qualificação e tendo sua base fortalecida apesar das diversas concepções que se contrapunham a teoria do capital humano até a década de 80, evidenciando nesse período uma clara influência externa sobre a política interna brasileira. Da década de 80 em diante surge a pedagogia histórico-crítica como aquela que define a educação mediadora da prática social. Já na década de 90, percebe-se um descaminho provocado pelos modismos pedagógicos que provocaram a descontinuidade do currículo em favor de uma política que priorizava o fortalecimento do neoliberalismo e da globalização e que secundarizou a função social da escola. De 1994 a 2001 o papel do Estado na condução das políticas para a Educação no Estado do Paraná era de serviço a favor da políticas neoliberais dando ênfase aos aspectos econômicos em detrimento aos educacionais, transferindo para a comunidade a responsabilidade de manutenção e funcionamento das escolas, numa tentativa de privatizar a escola pública, reforçando a política estabelecida na esfera Federal. Hoje, as atuais políticas do Estado tem-se configurado de maneira a resgatar a valorização do trabalho docente como forma de melhorar a qualidade de ensino e de “assumir as necessidades e lutas da escola pública (...) com vistas a transformar uma política de governo em uma política de Estado”(SEED, 2010) e que se propõe a resgatar a função da escola para além das funções pragmáticas e utilitaristas do mercado.Porém, podemos destacar que a educação ao longo da história, nunca funcionou essencialmente em prol da população, mostrando-se de alguma forma subserviente ao domínio da economia, sendo o Estado refém da política mundial. Entretanto, de acordo com o professor Newton Duarte , em uma palestra proferida aos professores PDE,“mesmo quando educadores, pensadores, sociólogos, psicólogos, empresários, professores não assumem explicitamente os vínculos de suas idéias com o universo ideológico pós-moderno e neoliberal, eles existem. (...) todas elas compartilham de uma concepção idealista das relações de educação e sociedade (...) pela crença na possibilidade de resolução dos problemas sociais sem necessidade de superação radical da atual forma de organização da sociedade que é a lógica de reprodução do capital”. Ou seja, a escola acaba reproduzindo o que uma determinada classe deseja que ela reproduza numa forma subordinada ao pensamento neoliberal que está camuflado nas ações pedagógicas, na formação dos alunos para o mercado de trabalho e, portanto servidora da lógica do capital.

Referências:

LIMA, Clodoaldo josé de. As concepções Pedagógicas na História da Educação Brsileira- síntese do texto. Artigo retirado do seguinte endereço http://www.princesa.pb.gov.br/artigos/As_concepcoes_Pedagogicas_na_Historia_da_Educacao_Brasileira.pdf. Abril de 2010

SAVIANI, Dermeval. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. Texto elaborado no âmbito do projeto de pesquisa “O espaço acadêmico da pedagogia no Brasil”, financiado pelo CNPq, para o “Projeto 20 anos do Histedbr”.


domingo, 19 de setembro de 2010

função da Escola Pública




A função da escola pública é de possibilitar acesso a emancipação humana e transformação social através da transmissão de saberes historicamente sistematizados pela humanidade. Nesse contexto, o coletivo escolar tem a responsabilidade de garantir que o conhecimento científico e filosófico seja oferecido com qualidade a fim de que possam ser transformados em fazeres e saberes para a emancipação intelectual do aluno e que estimulem o domínio de conteúdos que ganharão significação, tanto para educador como para educando. A importância desse ato permitirá que a formação do aluno cidadão se concretize possibilitando a ele, melhorar sua qualidade de vida através dos conhecimentos que adquiriu. Portanto, quando Lara diz que “é preciso descer do céu da contemplação para a terra do céu e da luta”, significa que, transferindo essa fala para o coletivo escolar, os mesmos devem desenvolver um processo educativo que seja desafiador e ao mesmo tempo prazeroso, e que de forma dinâmica e ativa, se transforme verdadeiramente em um ensino e aprendizagem funcional, capaz de dar condições para que o aluno argumente, questione, investigue sendo sujeito ativo, exercendo seu papel de pensante para mudar sua situação na sociedade, que é seletiva e excludente. Paulo Freire, ensina que “o ser cidadão, é o ser político, capaz de questionar, criticar, reivindicar, participar, ser militante e engajado, contribuindo para a transformação de uma ordem social injusta e excludente.” Por isso, a organização do trabalho pedagógico na escola por todo o coletivo escolar ,principalmente na elaboração do Projeto Político Pedagógico, é de fundamental importância para que, a partir do PPP, o planejamento das ações pedagógicas sejam de prioridade no ato de ensinar saberes elaborados (ciência) a fim de que a escola cumpra a sua real função e o trabalho do professor seja considerado na sua totalidade.

[...] ser professor significa exercer o domínio de seu específico campo e processo de trabalho, passo a passo e a qualquer momento, o que requer trabalhar com o rigor científico dos conhecimentos que faz seus e com os meios materiais e instrumentais de que se apropria na capacidade de elaborá-los ou de reconstruí-los segundo as exigências de sua proposta pedagógica. [...] O autêntico professor acredita no homem que está no aluno, a quem busca conferir o imenso privilégio de acreditar em si, desde a segurança afetiva até as capacidades adquiridas. (MARQUES, 1995, p. 155).

A Escola é provedora da cultura humana e é através do diálogo reflexão-teoria-prática-reflexão que o conhecimento é adquirido com a finalidade de emancipação e de transformação política e social. Desta forma o coletivo escolar deve ter claro que escola temos e pra quem ela se dirige: para a classe trabalhadora ou para as necessidades do mercado? O que historicamente se constitui como função clássica do ato educativo é a transmissão e assimilação do saber sistematizado de forma a desenvolver as habilidades, capacidades e sensibilidades de forma irreversível. Realizando essas funções o coletivo escolar estará cumprindo sua ação pedagógica de forma sistemática e organizada, com o objetivo de transformar a realidade.
Para concluir registro uma das idéias de Saviani,"a escola necessita de uma organização tal que a criança, cada educando, em especial aquele das camadas trabalhadoras, não veja frustrado a sua aspiração de assimilar os conhecimentos metódicos, incorporando-os como instrumento irreversível a partir do qual será possível conferir uma nova qualidade às suas lutas, no seio da sociedade".(SAVIANI,1985)


Referência:

LARA,Tiago A. A Razão Historicizada Capítulo IV- 1999 - recorte/SEED.

MARQUES, Mário Osório. Escola, aprendizagem e docência: imaginário Social e Intencionalidade Política. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org). Projeto Político-Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível. Campinas, SP: Papirus, 199

SAVIANI, Demerval. Sentido da pedagogia e o papel do pedagogo. In: Revista ANDE,São Paulo, nº 9, 1985.

Maria Inez Rodrigues

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lei Anti-Palmada


Pesquisa aponta que 54% dos brasileiros é contra lei anti-palmada.


Destak Jornal

Segundo pesquisa do Datafolha, a maioria dos brasileiros já apanhou dos pais, já bateu nos filhos e é contra o projeto de lei do governo federal que proíbe palmada, beliscões e castigos físicos em crianças.

Pesquisa revela que 54% dos brasileiros são contra o projeto de lei que proíbe pais e responsáveis de darem palmadas em crianças. Outros 36% declararam apoio à proposta, encaminhada ao Congresso pelo presidente Lula.

O levantamento foi feito pelo Datafolha, entre 20 e 22 de junho. Foram ouvidas 10.905 pessoas em todo o país. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

Se aprovada, a proposta proibirá "o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente", inclusive palmadas e beliscões. A punição máxima prevista aos infratores seria uma advertência da Justiça, que pode ser acompanhada de encaminhamento do agressor e da vitima a tratamento psicológico.

Atualmente, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) proíbe maus-tratos de maneira genérica. O texto seria alterado para estabelecer “o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel e degradante”.

As regiões onde há mais pessoas contrárias ao projeto de lei são o Norte e o Centro-Oeste, com 59% de opositores cada. O Sudeste e o Nordeste concentram o maior nível de apoio à proposta (38% cada).

Bater e levar

A maioria dos brasileiros (72%) já apanhou dos pais (veja quadro acima). Entre os homens, o percentual passa para 74%, enquanto 69% das mulheres já receberam algumas palmadas.

Aos entrevistados com filhos o Datafolha fez perguntas específicas. Dos pais e mães, 58% fazem uso das palmadas para educar crianças e adolescentes. Porém, só 2% dos entrevistados dizem utilizar o método com frequência, enquanto 38% jamais bateram nos filhos.




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Publicado em 27 de julho de 2010 no sítio .Todas as modificações posteriores à publicação no Portal Dia-a-Dia Educação são de responsabilidade do autor da notícia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Importância da Parceria Família e Escola







A parceria Família e Escola sempre foi um elo importantíssimo no desenvolvimento da aprendizagem de qualquer criança ou jovem adolescente. Não há como negar que uma família quando se descuida do desenvolvimento escolar de seus filhos, estes apresentam queda acentuada nos resultados obtidos dos boletins bimestrais.
É preciso, portanto, que a família, seja ela que composição tiver, cumpra os seus deveres e que a Escola faça valer sua proposta pedagógica como meta, para que ambos possam atingir seus objetivos na formação dessas crianças e jovens adolescentes.
O primeiro passo para que isso aconteça é estabelecer regras que fortalecerão essa parceria permitindo que a aprendizagem dos filhos e alunos se efetive claramente através de seus desempenhos, tanto no lar quanto na escola.
Muitos especialista são taxativos quando dizem ser a família a base de toda educação e formação, mesmo estando ela enfrentando mudanças em seu contexto social, econômico e de composição. A família de hoje não é mais considerada a célula mater da sociedade, pois ela sofreu as transformações da sociedade moderna, mas, não deve ser retirado dela sua responsabilidade no ato de educar. "A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (PAULO FREIRE, 2000: 29)".A verdade é que a Escola sozinha não conseguirá levar a diante a responsabilidade de educar e ensinar, já que a responsabilidade maior da escola está em ensinar e a da família está em educar.A especificidade da Escola não pode ser desviada para funções que não é sua e o ensino deve ser aplicado para o crescimento intelectual, social e econômico de cada aluno, individualmente.
Aos pais cabe todo o empenho de acompanhar a formação de seu filho desde o nascimento até a maioridade para que sua educação moral, de caráter e escolar sejam positivas, pois, a família é o fator que mais tem influência na educação.
É de suma importância o comparecimento dos pais ao menos uma vez por semana na escola dos filhos, para saber como eles estão indo nos estudos, conversando com os professores e verificando a interação dos filhos com os colegas. Não basta apenas olhar cadernos e perguntar como estão, é preciso participar, se fazer presente neste acompanhamento. Através dessas ações se efetiva a parceria que a escola precisa para ensinar com qualidade.
De acordo com Içami Tiba, a educação é um projeto, é algo que tem um caminho, que não pode ser simplesmente de qualquer forma. “Deve ser muito elaborada, pois é o futuro do filho e da família que estão em jogo...” Por isso, a ação de educar e ensinar devem ser compartilhados entre as duas instituições: família e escola. Ambas devem preparar nossos jovens para o exercício pleno da cidadania com dignidade e respeito, para serem pessoas que alcancem a felicidade e autonomia, de forma competente.

Hoje, mais que nunca, a Escola precisa do apoio da família e a Família precisa que a instituição Escola seja competente na formação acadêmica de seus filhos, para que o vazio que se estabeleceu nos lares familiares pela falta de muitos pais no crescimento educacional dos filhos em virtude dos avanços da sociedade moderna fique menos arranhado do que está.

De acordo com Tiba (2002, p.181)

[...] Para a escola, os alunos são apenas transeuntes psicopedagógicos. Passam por um período pedagógico e, com certeza, um dia vão embora. Mas, família não se escolhe e não há como mudar de sangue. As escolas mudam, mas os pais são eternos [...].

Maria Inez Rodrigues

domingo, 18 de julho de 2010

A Lei da Palmada






Sob hipótese nenhuma um pai ou mãe gosta de castigar seus filhos com espancamento e agressões, muito embora vários casos de agressões contra crianças e adolescentes são divulgados na mídia impressa e televisiva de todo o mundo. No entanto, não acredito que uma lei como esta (Lei 2.654/03) seja a solução para evitar as agressões. Nunca precisei de uma lei para ensinar e educar meus filhos com respeito e dignidade. Quando foi preciso dei as palmadas necessárias para corrigi-los e nem por isso estão trumatizados. Hoje, já adultos, eles nos agradecem por terem sido corrigidos naquele momento e por terem sabido porque sofriam tal punição.
Se estamos vendo nossos jovens e adolescentes se corrompendo nos submundos de hoje é por falta do que fazer, é por falta de um trabalho que lhe dê ocupação é porque a Lei não permite mais. O Estatuto da Criança e do Adolescente veio para proteger o menor de adultos mau intencionados e exploradores, entretanto, foi mal divulgado priorizando apenas direitos e sendo esquecido os deveres. A lei das palmadas, como já está sendo conhecida, não será diferente.
Paul-Eugène Charbonneau em seu livro Educar: problemas da juventude. Educar: diálogo de gerações, definiu com muita sabedoria estes momentos de desestabelização da família e da sociedade em geral, proclamando os desmoronamentos da civilização.
Estamos vivendo uma era onde a família não encontra mais seu lugar e que a cada dia têm que conviver com Leis que a impossibilitam e a impedem de ter direitos de educar. Na verdade os valores estão em crise e a autoridade familiar está sendo rejeitada e sendo desagregada.
Acredito que existem coisas e leis muito mais importantes do que esta para ser aprovada. Com certeza quem elaborou esta lei deve deixar seus filhos na mão de outras pessoas para serem educados, porque não tem tempo para vê-los crescer e amar.
Mesmo tendo que utilizar de palmadas para educar meus filhos não considerei e, muito menos eles, uma agressão violenta, pois, quando isso aconteceu eles sabiam porque estavam levando as palmadas e que aquela ação serviu para alertá-los do perigo que corriam.
Também fui educada dessa forma e nunca culpei meus pais por isso. Ao contrário, foi graças a educação que me deram, que aprendi a ser uma adulta honesta e a respeitar as pessoas, seja ela quem for.

Maria Inez Rodrigues

sábado, 17 de julho de 2010

O caso Bruno




O ser humano de acordo com Freud vive em conflito com as regras da sociedade fazendo com que impulsos emocionais determinem nossos pensamentos. O sociopata, neste caso, deixa aflorar o seu desvio de caráter e ausência de sentimentos, sendo insensível aos sentimentos alheios e a crueldade dos atos que praticou.
O que está acontecendo com Bruno, ex-goleiro do Flamengo, deixa muito claro esse tipo de comportamento do ser humano. A frieza com que ele se apresenta diante das câmeras de Tv e o seu silêncio redundante sobre o caso, deixa-nos estarrecidos por ter sido ele um personagem importante na mídia dos esportes, considerado até como herói de conquistas pelo clube onde trabalhou. Sua indiferença é assustadora e determina uma emocionalidade negativa caracteristica exclusivamente de psicopatas.
Por que será que o ser humano é tão limitado em suas ações quando se apresenta uma ameaça que vai tirar-lhe a tranquilidade de um momento ou de uma vida conquistada? Não teria sido muito mais fácil e vantajoso negociar a situação de incômodo que neste caso era apenas uma solicitação de reconhecimento de paternidade e pensão?
Essa manifestação incomun da personalidade humana segundo Lorenz é uma agressividade organizada que surgiu na espécie humana há 40.000 anos. Na verdade ela se manifesta como uma conduta de defesa devido a uma ameça real ou acreditada surgindo uma personalidade criminosa determinante de comportamentos delinquentes e que provocam uma desordem ética e moral na mente de um psicopata.
O caso Bruno trouxe, mais uma vez, o assunto dos psicopatas à tona e traz consigo uma pergunta desafiadora e inquietante: como compreender que o ser humano seja capaz de se envolver numa conduta delinquente, criminosa e delituosa ajindo impiedosamente contra outro ser humano?

Talvez nem Freud possa explicar.

Maria Inez Rodrigues

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Imagine você


IMAGINE VOCÊ
Imagine uma canção que traduza o bem maior,
Imagine um coração cheio de alegria e muito amor.
Nada no mundo iria amedrontar,
pois o Deus de amor seria o par
que dá a graça e que faz sustentar,
a fé que movimenta a esperança de amar.

Nada impediria as vitórias da vida
Que como mágica surgiriam sem parar
Abençoadas pelo Deus da alegria
Que fortalece o nosso caminhar.

Imagine você nesta vitória
Cantando a canção que traduz a glória
De ter vencido, de ter conquistado,
De ter realizado a sua história.

É de fato um porvir risonho
Que encanta e irradia o sonho
Ilativo nas etapas de labuta,
Onde Deus, que não aceita permuta
Te fez feliz, te fez astuta.

Imagine o encanto de permanecer segura
Nas horas de tristeza, nas horas de amargura
Na solitude, enfrentando as barreiras
Vencendo na vida, vencendo fronteiras.

Não existe outra forma de poder dizer
Imagine as vitórias, imagine você
De conquista em conquista, ao lado de Deus
Ultrapassando limites, aprendendo a viver.


Maria Inez Rodrigues

sábado, 10 de abril de 2010

Indisciplina na Escola






















Tenho estado preocupada com o comportamento dos adolescentes na escola, ultimamente. Muitas agressões verbais e físicas estão acontecendo quase todos os dias, além da oposição veemente em estudar e prestar atenção nas aulas, porque, supostamente, esses mesmos adolescentes têm estado sozinhos a maior parte dos seus dias enquanto os pais trabalham, o que vem a acarretar em ausência de um modelo coerente no ambiente de convívio. O que nos preocupa, também é que, "há pais que, por manter seus filhos na escola, acham que esta é responsável pela educação dos mesmos.” (TIBA, 1996:169) No entanto, o que se percebe é que as famílias desestruturadas influenciam no comportamento agressivo desses jovens que não conseguem lidar com uma situação de perda ou rejeição de seus familiares, provocando no seu comportamento alguns distúrbios que irão ocasionar prejuízos de aprendizagem e de interação social para sua vida futura. Os vínculos afetivos, quando quebrados, geram desconforto e agressividade na criança e no adolescente.
Acredito com isso, que a indisciplina surge por uma série de fatores que vão se acumulando durante todo o processo de ensino tais como: características encontradas fora da escola como problemas sociais, sobrevivência precária e baixa qualidade de vida, conflitos nas relações familiares, aspectos envolvidos e desenvolvidos na escola como a relação professor-aluno; a possibilidade do cotidiano escolar ser permeado por um currículo oculto; entre outros e que se constituem como um desafio a ser vencido pelo professor- através da mudança e superação de práticas pedagógicas inadequadas- e pelo aluno, que precisa superar suas carências e encontrar a motivação necessária para os estudos.

Para cada situação existe uma solução apropriada, mas, precisa ser debatida e colocada em prática levando-se em conta a relação professor-aluno e aluno-professor, pois, os valores postos hoje pela sociedade contemporânea, nos convocam a uma reflexão sobre a real função social da escola e sua competência para formar indivíduos autônomos e cooperativos.
De acordo com Aquino (1996) a escola não está preparada para receber o aluno que a procura hoje.

Maria Inez Rodrigues

http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=agressoes-a

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher




ÀS MULHERES COM CARINHO.


Às mais belas um elogio,
às mais exuberantes uma flor,
às mais dígnas uma homenagem,
às mais puras meu amor.

Às que se dedicam, meu respeito
às que nunca mentem, consideração
Às que lutam, meu apreço
às que se enfeitam, minha admiração!

Às astutas, meu sorriso
às guerreiras, oração
às feministas, meu pedido
Não exagerem na emoção.

Autor: Maria Inez Rodrigues

domingo, 31 de janeiro de 2010




TERAPIA DO ELOGIO




Arthur Nogueira (Psicólogo)

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios: Não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades e só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam ‘valorizando os defeitos’ dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando; amigos, etc.


Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.


Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.

A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher que
se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Comece agora!

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  • A casa do lago
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  • Conversando com Deus
  • Diamante de Sangue
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  • Imagine eu e você
  • Meu nome é Radio
  • O diabo veste prada
  • O pacto
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  • Uma linda mulher
  • uma lição de amor