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Planeta Sustentável

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A RESPONSABILIDADE DOS PAIS X RESPONSABILIDADE DA ESCOLA


Maria Inez Rodrigues

A entrega de boletins na reunião de pais quase sempre nos surpreende. A surpresa não é causada pela presença ou não de alguns pais, mas pela maneira com que alguns vêm justificar a desmotivação de seu filho pelos estudos. Isso causa-nos preocupação, pois, percebe-se que para esses pais é a escola quem tem que dar conta desse fracasso, muitas vezes provocado pelo desinteresse dos próprios pais na vida escolar do filho.

Essa preocupação tem sentido quando no dia a dia escolar o momento de aprender é prejudicado por comportamentos que interferem no bom andamento da aula e, ao entrarmos em contato com os pais responsáveis por aquela criança, este se exime de qualquer responsabilidade, transferindo para o filho sua autoridade e priorizando seu trabalho ou sua vida pessoal em detrimento dos filhos. Com isso, é incontestável afirmar que está se criando uma distância no relacionamento desses pais com seus filhos. E essa negligência está provocando uma considerável perda de valores fundamentais na estrutura familiar, seja qual for sua composição.

De acordo com Içami Tiba, “bons pais têm a noção de sustentabilidade de suas vidas” e não podem abdicar de um tempo para conversar com seus filhos, pois, a falta de comunicação verbal esfria os relacionamentos, ocasionando uma distância que pode ser prejudicial para a educação da criança ou do jovem adolescente, incentivando desta forma, a falta de formação e de educação. Ainda, de acordo com Tiba, “é na convivência com os filhos que os pais mostram como se comportar civilizadamente em qualquer lugar”.

Portanto, a responsabilidade dos pais na educação dos filhos e no acompanhamento de sua vida escolar faz parte de sua função de genitores da vida, responsáveis pelo ensinamento de padrões éticos de convivência em sociedade, repreendendo-os quando necessário, mas, com autoridade.

“Educar é acender uma luz no quarto escuro dos pensamentos da criança, para que ela compreenda com amor e carinho o melhor caminho para ela e para os outros”(IÇAMI TIBA)

A partir desse entendimento então, a família assume sua responsabilidade de Educar para que a escola assuma sua responsabilidade de Ensinar.

E qual é a responsabilidade da escola, então? Primeiramente é oferecer um ensino de qualidade que permita preparar o jovem cidadão, através da construção de conhecimentos a desenvolver atitudes e competências necessárias para serem cidadãos plenos, pois, de acordo com as Diretrizes Curriculares para a Escola Pública do Estado do Paraná, “ a escola constitui a alternativa concreta de acesso ao saber”(DCE, 2009).

Portanto, a função da escola é possibilitar acesso a emancipação humana e transformação social através da transmissão de saberes historicamente sistematizados pela humanidade, presente nos conteúdos escolares. Isso quer dizer que, não cabe a escola educar no sentido de educação de valores básicos de convívio social, mas, Educar para a emancipação intelectual estimulando para o domínio de conteúdos que ganharão significação e que seja capaz de dar ao aluno condições para que ele argumente, investigue, questione,critique, reivindique, participe, sendo sujeito ativo, contribuindo para a transformação social. Cabe dizer, assim, que a escola é o lugar onde o conhecimento é socializado sistematizadamente e sequencialmente por meio de um método de ensino que “ofereça ao estudante a formação necessária para o enfrentamento com vistas à transformação da realidade social, econômica e política de seu tempo”(DCE, 2009).

A responsabilidade da escola, então, nesse sentido, está em formar o cidadão para exercer sua cidadania por meio de técnicas e métodos de ensino que estimulem o desenvolvimento das potencialidades, físicas, cognitivas, e afetivas dos alunos durante o processo de ensino e aprendizagem.

REFERÊNCIAS

PARANÁ, Diretrizes Curriculares da Educação Básica. SEED/ PR. Curitiba, 2009.

TIBA,Içami. Quem Ama Educa.Livraria Saraiva. São Paulo, 2003.

TIBA,Içami.http://educacao.uol.com.br/colunas/icam_tiba/2011/05/10/dia-das-maes-dia-da filha.jhtm

domingo, 15 de maio de 2011

CONCEITO DE EDUCAÇÃO
Maria Inez Rodrigues

A Educação é um conceito discutido ao longo de séculos e compreendida por muitos especialistas como sendo a redentora e libertadora da opressão de muitos desafortunados.
De acordo com Carlos Inácio Pinto, “a educação é redentora da situação social do indivíduo (quanto mais baixa esta for, pois como diz o ditado popular "o país que constrói escolas, destrói presídios") mais crônico será seu atraso”.
Entretanto, hoje em dia a Educação como conceito de aprendizagem, deve valorizar as capacidades cognitivas de interpretação, julgamento e decisão dos fatos que cada aluno apresenta, pois, com o advento das novas tecnologias, o volume de informação disponível e o estabelecimento de novos padrões de comportamento social, a escola passa a ser um espaço de favorecimento às novas aprendizagens. Contudo, isso implica numa constatação: as escolas não estão preparadas para estes novos desafios.
Para Paulo Freire, no entanto, nada está perdido, o importante é o trabalho educacional que dê conta da mudança da realidade.
(...) que saibamos que, sem certas qualidades ou virtudes como amorosidade, respeito aos outros, tolerância, humildade, gosto pela alegria, gosto pela vida, abertura ao novo, disponibilidade à mudança, persistência na luta, recusa aos fatalismos(...) abertura à justiça, não é possível a prática pedagógico-progressista, que não se faz apenas com ciência e técnica (FREIRE,1997,p. 136).
Isso implica numa proposta educacional que leve o ser humano a desenvolver uma consciência crítica frente ao mundo de forma problematizadora e, a partir daquilo que já se conhece e que sistematizados e organizados em conteúdos, podem favorecer a construção da conscientização do educando num processo de mudança social. Isso, pois, é confirmado pela Lei de Diretrizes e Bases, Lei 9394/96, em seu Artigo 1º “A educação abrange processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.”
Portanto, cabe a escola proporcionar uma educação de qualidade que possibilite no educando uma formação para a transformação, ou seja, a partir dos conhecimentos acumulados pela humanidade o sujeito ser capaz de desenvolver o senso crítico, de autonomia e de reflexão a fim de se tornar ativo e consciente de seu papel na sociedade.

REFERÊNCIA

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo. Cortez, 1997
http://www.klepsidra.net/klepsidra12/arnaldoniskier.html

domingo, 1 de maio de 2011

Projeto de Lei Lei 267/11

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:http://primasfalando.blogspot.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html

Opinião: Tomara que essa lei seja aprovada e entre em vigor rapidamente, pois, não aguentamos mais certos alunos nos desrespeitando e agredindo física e verbalmente.
Queremos apenas o nosso direito de trabalhar dignamente, bem como de sermos respeitados.

O SABER E O SABOR

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