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Planeta Sustentável

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

RASCUNHO – PROVA ESCRITA MESTRADO EM ENSINO: FORMAÇÃO DOCENTE INTERDISCIPLINAR



                                 Maria Inez Rodrigues Pereira


O professor contemporâneo necessita mudança quanto as práticas pedagógicas. Não basta conhecer conceitos e tendências é preciso, também, ser investigativo, ter o hábito de ir além daquilo que os conteúdos disciplinares podem conduzir.
Como aponta Garcia(1977) é preciso que o professor aponte as limitações que existem no campo social, cultural e econômico da sociedade, a partir de reflexões construídas por meio do diálogo entre as ciências. Isso só pode acontecer, se o professor assumir a atitude de investigador para produzir novos conhecimentos.
No entanto, Saviani(2011) considera que as universidades falham na preparação desse  professor pesquisador, pois, conforme aponta o autor “se um curso é muito teórico, não há prática, e se é muito prático, não há teoria”. Ou seja, é necessária a integração entre teoria e prática para que a formação de professores comprometidos com a qualidade da educação seja realmente efetiva e de qualidade.
Nesse sentido, o conjunto de características que configuram a formação de professores se constitui nos seguintes itens:
a) integração entre teoria e prática por meio dos estágios, que possibilitarão o exercício prático dos conceitos, teorias e métodos de ensino;
b) atitude interdisciplinar que supere o conhecimento disciplinar e fragmentado do saber;
c) humildade, coerência, diálogo e desapego(Fazenda, 1999) para construir novos conhecimentos por meio da pesquisa e que considere a relação do sujeito que aprende com o objeto de estudo.
Essas características são necessárias para os desafios da educação contemporânea, que exigem do professor mudanças de paradigmas em sua prática pedagógica.
Infelizmente, a formação do professor no Brasil ainda é muito deficitária, pois não prepara o professor para ser pesquisador e produzir novos conhecimentos, mas sim para reproduzir conceitos e conteúdos que em nada ou quase nada contribuem para a transformação intelectual e social do sujeito que aprende.
Frigotto(2008) aponta ser um “ desafio e um problema” essa formação interdisciplinar, pois as bases de nossa educação é disciplinar, muito embora não a desconsidere. Nesse contexto, o papel das Universidades na formação de professores deve ser o de assegurar que a pesquisa seja uma constante, uma vez que os problemas e desafios educacionais surgem a cada dia.
Desse modo, a relação que o professor deve ter com o conhecimento precisa ser transformada.  Essa transformação  precisa se dar por meio de uma atitude investigativa que integre os conteúdos a serem ensinados com as outras ciências.
Essa articulação, tão necessária à prática docente, coloca o professor em uma posição de mediador no processo de ensino e aprendizagem. Ou seja, numa posição de quem ensina e aprende junto com o aluno. E isso serve, também, para as  universidades.
Conforme Garcia(1977) apontou, citando Gimeno(1990) “quando falamos de formação de professores, estamos assumindo determinadas   posições” que não podem ser neutras nem omissas, quanto a formação integral do aluno. Por isso, as características que configuram a formação de professores, necessariamente, deve ser dinâmica, versando pela  integração entre teoria e prática. Essa dinâmica possibilitará ao futuro professor formar um novo conceito
entre conhecer e aprender, o que poderá contribuir significativamente para uma prática pedagógica com mais qualidade.
Entretanto, essa formação não será de qualidade se as universidades que preparam o professor não se comprometerem com um ensino que priorize o pedagógico e o didático, o ensino e a pesquisa. Somente a  partir dessa práxis é que o professor ganhará condições de lutar com as limitações de sua profissão, pois estará produzindo novos conhecimentos a partir de um novo olhar para os problemas da sociedade. E, com certeza, saberá relacionar os conhecimentos do senso comum aos conhecimentos científicos, para uma efetiva transformação dos sujeitos que aprendem.
É uma atividade fácil de ser realizada? Com certeza não. Porém, é necessária para que a educação seja realmente formadora de sujeitos transformadores da sociedade. E  esse papel é exclusivamente do professor que ensina, mas que também aprende com seu aluno.
Desse modo, merece e precisa ter uma formação de qualidade que o capacite para a práxis pedagógica.  


REFERÊNCIAS

FAZENDA, Ivani. Didática e interdisciplinaridade. 13. ed. Campinas: Papirus, 1998.

FAZENDA, Ivani. Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Cortez, 2001.

FRIGOTTO, G. A formação e a profissionalização do educador: novos desafios, In: GENTILI, P.; SILVA T. (orgs.)Escola S.A. Quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília: CNTE, 1996.

NÓVOA, A. (Org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1995.

PIMENTA, S. G. O estágio na formação de professores. São Paulo: Cortez, 1995.

SAVIANI, Dermeval. A pedagogia no Brasil: história e teoria. Campinas: Autores Associados, 2008. 


domingo, 14 de dezembro de 2014

O GOVERNO AUTORITÁRIO


                                                     
                          

                                                                                 Maria Inez Rodrigues Pereira


O autoritarismo é um regime de governo que se caracteriza pela obediência serviu da população. Não obstante é um governo que se faz pela força e pelo desrespeito ao cidadão em seus direitos. Consequentemente as perseguições políticas acontecem com frequência, e só perde quem contraria o poder. Um governo autoritário não dialoga com sua população, mas impõe suas ideias e decretos passando por cima das reais necessidades dos cidadãos.

De olho na história não podemos esquecer o quanto esse tipo de governo desrespeita os cidadãos  que não seguem sua cartilha, aferindo-lhes prisão e também  a morte. O medo passa a ser constante nos sentimentos da população. Quem viveu  em um  período de ditadura não  esquecerá jamais certas atrocidades que um poder como esse pode realizar.

Supostamente, vivemos em um regime de livre democracia em que  cidadãos podem se manifestar livremente e não mais se esconder dos militares, indo às ruas expressar sua indignação. Entretanto, ainda vemos e ouvimos  políticos que nos representam agindo com autoritarismo. Isso significa que essas “autoridades”, representantes de nossos direitos nas casas legislativas e palácios de governo, estão descumprindo o que nos prometeram em suas campanhas e agindo contra a população que representam.

Infelizmente, uma ideologia autoritária vem se levantando mais frequentemente a partir de decretos e deliberações, que em nome de uma pseudodemocracia impõe o desrespeito à gestão democrática e a direitos adquiridos de cidadãos que cumprem rigorosamente suas obrigações com o Estado. A insegurança e o medo estão retornando aos nossos lares, apesar de vivermos em um país democrático. Contudo, essa é a vantagem de se viver numa democracia , uma vez que a população pode escolher seus representantes e exercer o direito de cidadania nas urnas  por meio do  voto, acertando ou  errando na escolha de seus representantes. Por isso, quando o eleitor  erra em sua escolha, paga-se o preço, mas, também, pode em outra oportunidade, retirar do poder aquele que não lhe agrada mais, ou aquele que passa por cima dos  direitos dos cidadãos.

Portanto, um governo que só sabe deliberar a seu favor e que não debate com a população a cerca de suas reais necessidades, é um governo autoritário e ditatorial.

Fica o alerta, aos que ainda não conseguiram enxergar, de que um  governo autoritário não se interessa pelos direitos das classes sociais mais carentes, a não ser aos de uma pequena parcela da população conhecida como “elite”. Não podemos permanecer alienados não tendo consciência do que está por vir.  É preciso perceber o que está por trás das aparências, o que é falso e o que é real.



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