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Planeta Sustentável

sábado, 28 de setembro de 2013

FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA

                                              Maria Inez Rodrigues Pereira

Não sou psicóloga mas o estudo do desenvolvimento humano me fascina. Ultimamente, o que me deixa inquieta é a falta de consciência do ser humano por tudo e por todos. 
Fala-se muito de consciência ecológica, consciência reflexiva, consciência humana, etc., mas o que se assiste por aí é uma tremenda falta de consciência das pessoas para a necessidade do próximo. Isso nos leva a pensar que muitas pessoas não refletem sobre si mesmos.
 Mas, o que vem a ser refletir sobre si mesmo?... Ter consciência dos erros que o ser humano é capaz de cometer?
Consciência, no sentido estrito da palavra, abrange  relação entre si e o ambiente. De acordo com os ensinamentos da neurologia a consciência está relacionada com algo específico a ser realizado, ou seja, é tomar decisões apropriadas ou não. Ser consciente de algo e para algo (Jordy, 1998). Por isso mesmo, chego a conclusão de que poucas pessoas têm consciência dos erros que cometem.
Digo isso porque, tendo  em vista alguns acontecimentos envolvendo principalmente muitos adolescentes, é preocupante que a sociedade contemporânea, composta por seres humanos, e por isso deveria ser mais humana, pouco se preocupa com a formação da Consciência  dos jovens adolescentes. Ou será inconsciência? 
Alguns especialistas explicam que a inteligência humana é imprevisível no seu desenvolvimento, pois ela vai se organizando de maneira seletiva a partir das informações recebidas e arquivadas, o que leva o ser humano a realizar suas escolhas. Ter alguém para aprender e assimilar os ensinamentos é fundamental para qualquer pessoa desenvolver sua inteligência. Sempre temos alguém para nos espelhar.
Desta forma, selecionar informações positivas para o crescimento humano no que se refere a formação da personalidade e, portanto, para o crescimento de um ser humano Consciente  de seus atos, é vital.
Mas, de que forma isso está ocorrendo? Estamos preparando  nossas crianças e adolescentes para uma aprendizagem seletiva e crítica? Estamos preparando-os para serem conscientes dos seus atos?
Ser consciente dos atos, exige compreender  a importância de cada ato por meio de exemplos. Essa formação, é sempre acompanhada de outro ser humano, por isso é aprendido e é aprendizagem. É interagindo com outra pessoa no meio em que vive, que o sujeito aprende. Ou seja, é na escola, na família, com os amigos, etc., que a criança e o adolescente vai aprendendo a se tornar um sujeito consciente. Assim, a consciência vai sendo construída, vai sendo formada.
Portanto, como no desenvolvimento da linguagem, a formação da consciência depende de estímulos positivos. Ou seja, a experiência de pensar sobre as coisas caminha paralelamente com o aprendizado da linguagem. Por isso, o diálogo é muito importante em todas as fases do desenvolvimento da criança e do adolescente, uma vez que a linha entre atos conscientes e inconscientes é muito tênue.
Entretanto, é evidente que a bagagem hereditária conta muito nesse processo, porém, também resulta das influências recebidas durante toda a vida, pois, a significação das coisas é percebida pelo homem/ser humano na medida em que vai  organizando a sua relação com o meio onde vive. Na medida em que este, vai tomando consciência do outro, compreendendo o outro e desenvolvendo a inteligência emocional, para aquilo que lhe é mais significativo em seu contexto existencial.
A partir dessa afirmação, fica a pergunta: que tipo de inteligência emocional estamos formando nas pessoas deste século? Consciente ou inconsciente? Frio e calculista ou amoroso e altruísta? Egocêntrico e narcisista ou filantropo e solidário?
Diante de tantos acontecimentos e situações que merecem nossa reflexão, e que assustam muito mais hoje do que ontem, está na hora de se rever certos exemplos, que vem ensinando e influenciando nossos jovens muito mais a destruir do que a construir. Exemplos estes que não ajudam a construir seres humanos íntegros e conscientes. Seres humanos com habilidades para tolerar e respeitar as diferenças. Seres humanos capazes de construir a paz e não a guerra.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O ALUNO QUE NÃO QUER APRENDER



Maria Inez Rodrigues Pereira

Estamos vivendo uma onda de grandes desafios no processo de educação de nossas crianças e jovens adolescentes nas escolas de todo país. Desafios estes, que ultrapassam a necessidade e o interesse dos alunos para a aprendizagem. Como educadores, estamos falhando em nossa missão de ensinar, pois, enfrentar uma sala de aula tornou-se uma tarefa extremamente cansativa e quase insuportável. Muitos são os problemas de indisciplina e violência que atrapalham o processo de ensino. Ultimamente, nem mesmo as novas tecnologias estão dando conta de prender a atenção dos educandos para a aprendizagem. Isso é preocupante, uma vez que a função da escola pública na contemporaneidade é a de preparar o aluno para enfrentar as mudanças sociais que o mundo apresenta em cada contexto histórico a partir dos conhecimentos científicos adquiridos, e que foram construídos pelo conjunto da humanidade. Nesse sentido, se o aluno não dominar alguns conhecimentos básicos para se comunicar, calcular e para apoderar-se da cultura transmitida ao longo da história da humanidade, acaba por se prejudicar em sua formação e evolução humana. Mas, o mais estarrecedor disso tudo, é o desafio de ter em sala de aula o “aluno que não quer aprender”.

Uma vez que o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, no Artigo 53 estabelece que “A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho” é função da escola e, consequentemente dos professores, ofertar um ensino de qualidade. Entretanto, mesmo sendo um direito, alguns alunos se recusam a frequentar as instituições de ensino e aprender conteúdos científicos, pois, quando aparecem, atrapalham colegas e professores durante as aulas, ou porque têm dificuldades de aprendizagem, ou porque não têm interesse pela escola. Nesse contexto, a responsabilidade maior está nos pais, que não acompanham o desenvolvimento escolar dos filhos como deveriam, procurando a escola somente no final do ano letivo. Essa situação é chamada de demissão dos pais. Essa demissão dos pais na vida dos filhos foi preconizada por Paul-Eugène Charbonneau em seu livro   “Educar: problemas de juventude Educar: diálogo de gerações”, editado em 1972 . De acordo com o autor,"Existe uma lei da natureza que liga intrinsecamente o pai ao filho, de tal modo que trazer à vida uma criança é comprometer-se irremediavelmente a aceitar que tenha sido posto em sua vida um peso que jamais será retirado. O pai é sempre o pai de seu filho, e este dispõe de um direito indiscutível e irrevogável, consequentemente da dependência na qual a natureza o lançou por ocasião de seu nascimento e que o mantém durante os longos anos da infância, da adolescência e, até mesmo, da juventude. Ninguém é pai por um dia, mas para sempre (CHARBONNEAU, 1972, p. 223).

Podemos compreender, com base na citação de Charbonneau, que os pais não podem se omitir da educação dos filhos, porque segundo o autor: “a escola solicita, a família forma”. Deste modo, é preciso que, tanto os pais quanto os filhos, compreendam que a escola existe por uma necessidade humana. Necessidade essa que, de acordo com Santos(1992) “engrandece o indivíduo, tornando-o uma criatura humana”. Por isso, não é apenas a necessidade de formação profissional que deveria ser a prioridade na vida do educando, até porque hoje em dia muitas pessoas ganham ótimos salários sem nenhuma formação acadêmica. Mas sim, vir até a escola para aprender conhecimentos científicos sistematizados que é resultado de um contexto histórico-social produzido pela humanidade, pensado de modo que as novas gerações possam se apoderar dessa cultura e se humanizar. Basicamente, deveria acontecer da seguinte forma:
A arte de estudar deve satisfazer as exigências essenciais de : a)economia mental, isto é, exaltação do pensamento; b) osmose da escola e da vida.
...Enquanto estas exigências não são satisfeitas, há mutilação da realidade humana. (CLAIRE LUCQUES, apud CHARBONNEAU, 1972, p.299)

Tais afirmações nos levam a refletir que é preciso, antes de tudo, querer aprender. E esse é o nosso maior desafio, levar o aluno a querer aprender. Levar o aluno a entender que não há nada no mundo mais importante do que educar-se. Nada mais decisivo na vida do que a formação acadêmica de uma pessoa, porque dela depende a sua felicidade ou infelicidade.

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