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Planeta Sustentável

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Educação como processo de humanização



                                                                                                     Maria Inez Rodrigues


A educação como processo de humanização busca transformar o homem a partir da apropriação de conhecimentos científicos e que foram produzidos intencionalmente pelo conjunto dos homens. Praticamente, é possibilitar que o indivíduo passe de um estado vegetativo de inércia, para um estado de evolução consciente, capaz de transformar uma prática alienante de enxergar as diversas situações sociais, para uma prática revolucionária de mudanças por meio de conhecimentos adquiridos.

Esses conhecimentos não são espontâneos, mas sim organizados sistematicamente por meio de um currículo e reproduzidos pela escola a partir de práticas de ensino. Essas práticas devem ser revestidas de uma intencionalidade, organizadas por planejamentos e propostas de ação, com a finalidade de proporcionar ao educando uma educação integral.

Constitui-se, a partir desse entendimento, o fazer pedagógico como principal instrumento para a emancipação do educando, com base nos objetivos de ensino propostos e que o conduzirá a humanização por meio do trabalho. É por isso que ao se definir a intencionalidade da escola, há que se definir também sua prática interdisciplinar. 

A interdisciplinaridade é uma exigência para a prática humanizadora da educação na contemporaneidade. Pois, é no trabalho interdisciplinar que se forma o cidadão integral. O exercício do saber é formado pelas relações interligadas dos diversos conhecimentos que estão postos nas disciplinas e que foram construídos pelo conjunto dos homens. Necessariamente, deve-se recorrer à pesquisa para a construção e organização desses conhecimentos. Por isso, do professor exige-se preparo e formação pedagógico-didática que seja capaz de desenvolver no educando uma educação de qualidade. Pois, é a partir da aquisição desses saberes, adquirido na escola de forma organizada e planejada, que o indivíduo se humaniza e torna-se cidadão consciente de seus direitos.

Não há outro caminho para a humanização do ser humano que não seja pela educação. Isso significa que é a partir da apropriação da cultura e do trabalho que o homem se humaniza.

Em "O Homem e a Cultura", Leontiev (1978)  definiu o homem como um "ser social" e  tudo o que tem de humano nele provém da vida em sociedade.  Portanto, é a partir da apropriação da cultura e da  formação educacional que o homem se transforma e transforma a natureza. É por meio do trabalho que o homem se distingue dos outros animais, pois, a partir do aprendizado, ele produz para suprir as necessidades de sua própria existência.

Nesse sentido, é por meio da educação que o homem se humaniza e a escola se coloca como promotora na conquista da emancipação humana, realizando com qualidade, o processo de ensino para a apropriação dos conhecimentos científicos e filosóficos que sejam capazes de educar integralmente o ser humano. Ou seja, educar para a cidadania a partir da “assimilação ativa dos conteúdos” (VIGOTSKY,apud LIBÂNEO, 2008, p.3).

Desta forma, os novos desafios da educação brasileira exigirão dos docentes uma formação interdisciplinar que seja capaz de dar conta das necessidades educacionais dos alunos. Essa formação produzirá no professor uma atitude de incessante pesquisa, de modo que possa construir práticas significativas de aprendizagem nos alunos.

A partir desse entendimento é que a escola, como um todo, estará cumprindo o seu papel social na construção e transmissão da cultura produzida pelo conjunto dos homens, formando e humanizando aqueles que buscam uma educação de qualidade.







terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos sim, baderna não.

                                                                                    Maria Inez Rodrigues

Há muitos anos, acredito que desde as Diretas já, não se via uma mobilização tão intensa em prol de um objetivo comum.

Os protestos que estão acontecendo em todo o país, neste mês de junho, reivindicam direitos que estão sendo usurpados por políticos e gestores da administração pública, demonstrando um total desrespeito contra os cidadãos brasileiros. É uma manifestação legítima, porém, alguns elementos infiltrados e  de má índole procuram desmoralizar e desestabilizar esse movimento em prol dos direitos do cidadãos que lutam por uma educação de qualidade, tarifas de transporte público mais justas, punição contra os corruptos,  saúde, segurança, dentre outros direitos. Por isso, protestar sim, badernar não.


 A história do Brasil tem em seus registros diversas mobilizações e levantes que colocaram o povo nas ruas para reivindicar direitos e protestar contra os abusos praticados por políticos de má índole, e que ajudaram a consolidar a democracia brasileira.

 Entretanto, não basta mostrar ao mundo, no momento da Copa das Confederações, que o "povo acordou" apenas como um jargão pronunciado ao vento. Nem incentivar o público presente nos estádios, nos jogos da seleção brasileira, a cantarem o hino nacional de costas para a bandeira. É necessário, transformar esse clamor em prática diária na luta por direitos e em votos nas urnas,  renovando, por meio do voto, o quadro dos deputados e senadores que transformaram a política em profissão, legislando em benefício próprio.

Com as pessoas nas ruas novamente, a democracia  se manifesta com  maturidade. A política praticada sem limites e cercada de impunidades tem de ser revista. Os partidos políticos reformulados, bem como suas plataformas e projetos de governo. A PEC 37  derrubada. A maioridade penal  revista. Os políticos  ouvirem mais seus eleitores. Os interesses da população respeitados. As tarifas de ônibus com seus preços para baixo.

Entretanto, de acordo com Marx, "A História não faz nada, não “possui uma enorme riqueza”, ela “não participa de nenhuma luta”. Quem faz tudo isso, quem participa das lutas, é o homem, o homem real; não é a “História” que utiliza o homem como meio para realizar os seus fins – como se tratasse de uma pessoa individual – pois a História não é senão a atividade do homem que persegue seus objetivos. (MARX, Karl e ENGELS, México, Grijalbo, 1967, p. 1590). 

Esse movimento está fazendo história, porque os homens e mulheres participam da luta. Quando convocados comparecem, se manifestam e proclamam suas vontades. Marcham por um país mais justo e melhor. Marcham por um Brasil mais competente, educado, com melhor qualidade e condições de vida.

Salve! o povo brasileiro. Salve! os filhos que não fogem a luta. Salve! a minha pátria mãe gentil. Brasil!


REFERÊNCIA

MARX, Karl e ENGELS. A Sagrada Família (1845). Ed. Martin Claret, 1967


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