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Planeta Sustentável

segunda-feira, 31 de março de 2008

SER PROFESSOR


Ser professor (a):É despertar a magia do saber é abrir caminhos de esperança desvendar o mistério do cálculo da fala e da escrita.É criar o real desejo de ser.É promover o saber universal especializar políticos,médicos, cientistas, técnicos, administradores, artistas...É participar profundamente do crescimento social...É trabalhar em grande mutirão lançando as primeiras bases que transformarão idéias em projetos executados em terrafirme ou em imensidão.É não se dar conta da amplitude de um trabalho que é missão mover o mundo através do operário ou presidente que um dia passou por sua mão.

Autor Desconhecido

quinta-feira, 20 de março de 2008

MENSAGENS PARA REFLERXÃO

"Tenho pensamentos que, pudesse eu trazê-los à luz e dar-lhes vida, emprestariam nova leveza às estrelas, nova beleza ao mundo, e maior amor ao coração dos homens."
Fernando Pessoa
"O que somos hoje deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constróem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue ao animal que o arrasta."
Buda
GUARDEMOS O CUIDADO
O homem enxerga sempre, através da visão interior. Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora. Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares. Dai, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal. Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte. Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais. Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade. Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política. Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas. Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis. Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas. Os males, contudo, sobram sempre. Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações. Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência. Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe.
Emmanuel / Chico Xavier

domingo, 16 de março de 2008


Dia desses assisti uma palestra cujo assunto era sobre Condutas Típicas. Fiquei ouvindo a palestrante discorrer sobre o assunto e pude perceber, conforme ela falava que estamos vivendo em um mundo perigoso. O ser humano é muito complexo em sua psique e a loucura pode tomar conta de uma pessoa muito facilmente., sem que ela se dê conta.
A sociedade em que vivemos não está se dando conta dos riscos e só toma alguma atitude quando acontece algo com alguém de sua família. Está muito difícil falarmos de amor hoje em dia. Existe uma frieza muito grande nas pessoas que até os meios de comunicação estão divulgando propagandas para estimular a solidariedade e o cavalheirismo para com o próximo. Talvez isso tenha uma explicação. Segundo a OMS cerca de 10% das crianças e adolescentes apresentam algum tipo de transtorno mental. O transtorno mental é um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado na maioria dos casos, a sofrimento e interferências nas funções pessoais, CID – 10. Podem ser causadas por: herança genética, bioquímica e ambiente.
As condutas típicas que se encaixam também nestes estudos, “são manifestações típicas de síndrome e quadros neurológicos, psicológicos ou psiquiátricos persistentes que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado” (Brasil, 1994). Mas, será que as escolas estão realmente preparadas para lidar com estes casos haja vista as últimas notícias divulgadas pela mídia de agressões físicas violentas ocorridas em escolas de São Paulo?
Enxergar transtornos mentais não é nada fácil. Os psicopatas que o digam. E, para nós professores, cabe estudar o desenvolvimento humano na sua estrutura psicológica para aprendermos a identificar e lidar com esse tipo de aluno, pois, queira ou não, as escolas estão cheias deles.

Maria Inez Rodrigues Pedagoga com especialização em Educação Especial.

quinta-feira, 13 de março de 2008

MILHO DE PIPOCA QUE NÃO PASSA PELO FOGO...

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.Não vão dar alegria para ninguém.(extraído do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves - Editora Papirus)

quarta-feira, 12 de março de 2008

O ÚNICO ANIMAL


O homem é o único animal que ri dos outros. O homem é o único animal que passa por outro e finge que não vê ...É o único que fala mais que o papagaio.É o único que gosta de escargots(fora, claro, o escargot).É o único que acha que Deus é parecido com ele.E é o único que......que se veste...que veste os outros...que faz o que gosta escondido...que muda de cor quando se envergonha...que se senta e cruza as pernas...que sabe que vai morrer...que pensa que é eterno...que não tem uma linguagem comum a toda a espécie...que se tosa voluntariamente...que lucra com os ovos dos outros...que pensa que é anfíbio e morre afogado...que tem bichos...que joga no bicho...que aposta nos outros...que compra antenas...que se compara com os outros O homem não é o único animal que alimenta e cuida de suas crias, mas é o único que depois disso faz chantagem emocional.Não é o único que mata, mas é o único que vende a pele.E não é o único...... que voa, mas é o único que paga para isso....que constrói casa, mas é o único que precisa de fechadura...que foge dos outros, mas é o único que chama isso de retirada estratégica....que traí, poluí e aterroriza, mas é o único que se justifica... que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutritivo. (...)VERISSIMO, Luis Fernando.O marido do Doutor Pompeu, Porto Alegre;L&PM,1987

A BAGAGEM DE CADA UM


Sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão.Na medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes ...A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais ...Então você pode escolher: ficar sentado(a) a beira do caminho, esperando que alguém o(a) ajude; o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem...Você pode ficar a vida inteira esperando até que seus dias acabem ...Ou você pode aliviar o peso, esvaziar um pouco a mala.Mas, o que tirar?Você começa tirando tudo para fora ...Veja o que tem dentro:AMOR, AMIZADE ... Nossa!! Tem bastante ... Curioso, não pesa nada ...Tem algo pesado ... você faz força para tirar... É a RAIVA – como ela pesa!!Aí você começa a tirar, tirar ... e aparecem a INCOMPREENSÃO, o MEDO, o PESSIMISMO ...Nesse momento, o DESÂNIMO, quase te puxa pra dentro da mala ...Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo aparece um SORRISO, sufocado no fundo da sua bagagem ...Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a FELICIDADE ...Então você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira para fora a TRISTEZA ...Agora, você vai ter que procurar a PACIÊNCIA dentro da mala, pois vai precisar bastante!!Procure então o resto, a FORÇA, ESPERANÇA, CORAGEM, ENTUSIASMO, EQUILÍBRIO, RESPONSABILIDADE, TOLERÂNCIA e o Bom e Velho HUMOR...Tire a PREOCUPAÇÃO também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela ...Bem sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo ...Cabe a você, escolher o que vai colocar lá dentro de novo!!Lembre de fazer isso mais vezes, pois o caminho é longo...muito longo Leve a bagagem cada vez mais leve e seja muuuuuuito FELIZ...O QUE VOCÊ CARREGA EM SUA BAGAGEM ??
Desconheço o autor.

quinta-feira, 6 de março de 2008

ESTRELAS


Você traz consigo estrelas que a vida concede.Estrelas de brilhar, estrelas de crescer, estrelas de encontrar o caminho do sonho que se persegue.Saber reconhecer as estrelas é o nosso destino.Porque há quem se encante com o brilho de estrelas que não são suas e se perde.Há quem deseje o brilho de outra mais distante e por isso passe quase todo o tempo como passageiro, a espera de um trem para lugar nenhum.Aceitar as estrelas que trazemos é o que faz a diferença entre o que queremos ser e o que verdadeiramente somos.Brilhar é acreditar na força que elas têm.E aí então, deixar que suas luzes se derramem alma a dentro. Que carregar as estrelas seja como conduzir um candeeiro para que, onde quer que se vá, possam todos perceber a claridade. (Autor desconhecido.)

domingo, 2 de março de 2008

ESCUTATÓRIA



Rubem Alves
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.
Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas". Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em U definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: Meus irmãos, vamos cantar o hino... Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.
A música acontece no silêncio.
É preciso que todos os ruídos cessem.
No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou.
A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada.
Somos todos olhos e ouvidos.
Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

OS COMPROMISSOS NECESSÁRIOS PARA UM BRASIL ALFABETIZADO.



Vera Masagão Ribeiro
Os dados sobre o alfabetismo funcional confirmam que a educação básica
é o pilar fundamental para promover a leitura, o acesso à informação,
a cultura e a aprendizagem ao longo de toda a vida. Assim, para
que tenhamos um Brasil com níveis satisfatórios de participação social
e competitividade no mundo globalizado, um primeiro compromisso a
ser reafirmado é com a extensão do ensino fundamental de pelo menos
oito anos a todos os brasileiros, independentemente da faixa etária, com
oferta flexível e diversificada aos jovens e adultos que não puderam realizá-
lo na idade adequada.
É preciso também reconhecer que os resultados da escolarização em
termos de aprendizagem ainda são muito insuficientes e que um eixo
norteador para a melhoria pedagógica na educação básica deve ser o
aprimoramento do trabalho sobre a leitura e a escrita. É preciso superar
a visão de que esse é um problema apenas dos professores alfabetizadores
e dos professores de Português. Grande parte das aprendizagens
escolares depende da capacidade de processar informações escritas,
verbais e numéricas, relacionando-as com imagens, gráficos etc. Todos
os educadores precisam atuar de forma coordenada na promoção dessas
habilidades, contando com referências claras quanto a estratégias e
estágios de progressão desejáveis ao longo do processo, para que os
avanços possam ser monitorados. Com apoio dos gestores, todos os
professores devem agir sistemática e intensivamente no sentido de desenvolver
nos alunos hábitos e procedimentos de leitura para estudo,
lazer e informação, assim como proporcionar o acesso e a manipulação
das fontes: bibliotecas com bons acervos de livros, revistas e jornais,
computador e internet.
Finalmente, é preciso reconhecer que a promoção do alfabetismo
não é tarefa só da escola. Os países que já conseguiram garantir o acesso
universal à educação básica estão conscientes de que é necessário
também que os jovens e adultos encontrem, depois da escolarização,
oportunidades e estímulos para continuar aprendendo e desenvolvendo
as suas habilidades. Os programas de dinamização de bibliotecas
e inclusão digital são fundamentais e devem ser levados a sério pelas
políticas públicas. Para a população empregada, o próprio local de trabalho
pode ser potencializado como espaço de aprendizagem e, nesse
caso, os empresários têm uma participação importante nos compromissos
a ser assumidos. As empresas podem oferecer e incentivar o uso de
acervos de jornais, revistas e livros, assim como de terminais de acesso
à internet para fins de pesquisa, além de ampliar as oportunidades de
participação em programas educativos relacionados ao desenvolvimento
pessoal e profissional dos trabalhadores, dando especial atenção aos
que têm menor qualificação e necessitam de mais apoio para superar a
exclusão cultural.


Vera é doutora em Educação pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, coordenadora e pesquisadora da Orga-
nização Não-Governamental Ação Educativa e coordenadora da pesquisa
INAF (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional).

AINDA SOBRE A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS...


. A violência nas escolas está sendo de certa forma, banalizada, e isso é muito preocupante, porque o professor deveria ser respeitado e idolatrado por ser aquele que conduz ao caminho da sabedoria, do conhecimento e formador de opiniões e de cidadãos. O magistério é uma das profissões mais dignas que uma pessoa pode exercer, pois, todas as outras profissões passam por ela. É certo, no entanto, que a escola não acompanhou a evolução e as transformações que a era da tecnologia e do conhecimento exigem para o desenvolvimento da aprendizagem.E a indisciplina na escola de hoje é mais um desafio que os professores precisam vencer com criatividade. Também é certo que o sistema de ensino está mais preocupado com resultados e índices do que propriamente com a qualidade desse ensino, muito embora faça cobranças colocando a cargo do professor a culpa pelo bom ou mau desempenho da escola.Se não há disciplina a aprendizagem pode não acontecer porque as interferências acabam prevalecendo diante daquilo que precisa ser ensinado.Entretanto, a disciplina não é algo que se impõem, que se obriga, que se determina, ela é algo que se conquista com inteligência, dedicação, perseverança e muito trabalho.Quando as aulas são mau preparadas é fato consumado a tal da indisciplina. É por isso que a disciplina depende da motivação que pode ser provocada por vários fatores que influenciam na aprendizagem dos alunos. Esses fatores podem estar ligados tanto a vida pessoal, familiar e socioeconômica do aluno, quanto na relação interpessoal que o professor tem para com ele. Ora, sabemos que a maioria dos jovens e crianças que freqüentam nossas escolas é oriunda de famílias desestruturadas e que, por conta disso, a escola está responsável, também, por ensinar boas maneiras, ou seja, educar essas crianças e esses jovens ensinando-lhes limites que deveriam ter aprendido em casa com seus pais. Acaba, com isso, que a verdadeira função da escola está sendo desviada para obrigações que não são dela ,tendo que dar conta do currículo oficial previsto no planejamento do professor, bem como do currículo oculto presente nos temas que preparam nossos alunos para o pleno exercício da cidadania. Também hoje, o professor precisa aprender a lidar com uma nova realidade, a do multiculturalismo, e respeitar as diferenças, bem como ser criativo na sua didática para evitar confrontos e dissabores que acabam por explodir em atos de violência contra ele mesmo.O trabalho docente está se transformando em um trabalho de alto risco, porque se o professor exige do aluno responsabilidade nos estudos, ele sofre violência tanto física quanto verbal, mas se não exige e ensina de qualquer jeito, é taxado de incompetente e responsabilizado pela má formação desse aluno. Acredito, entretanto, que não devemos ser nem de mais nem de menos, porém não podemos baratear a educação e o nosso sistema de ensino como estamos vendo acontecer através dos resultados das avaliações que os meios de comunicação nos apresentam. Tudo tem uma causa e uma conseqüência. A violência e a indisciplina nas escolas está chamando a nossa atenção para algo que está errado.
As dinâmicas das salas de aulas talvez ainda não tenham conseguido acompanhar as transformações e mudanças da nova geração de alunos que recebemostodos os dias, porque a escola pouco mudou na sua estrutura didático-pedagógica.Uma boa parte dos professores ainda insistem em ministrar aulas apoiados apenas em livros didáticos, não querendo ou não sabendo fazer uso de outros recursos. A sociedade mudou, a escola não.Lidar com a nova geração de crianças e adolescentes acostumados com o uso de novas tecnologias e avalanches de informações todos os dias, ao que parece requer boa formação e domínio de conhecimentos. O despreparo de muitos professores faz com que as dificuldades apareçam ocasionando o surgimento da indisciplina e, por que não, da violência nas escolas. A educação é para todos sim, respeitando-se as diferenças, mas o respeito a quem ensina também deve ser garantido. Uma Nação não se fortalece na sua cidadania sem Educação e uma Escola não se estrutura sem um professor. Portanto, está na hora do Estado voltar seus olhos para o que está acontecendo e defender seus professores, valorizando-os com salários mais dignos, com escolas melhor equipadas, com salas de aulas de no máximo 25 alunos, com planos de saúde de qualidade e garantia de assistência, com segurança no trabalho, bolsas de estudo para seu crescimento intelectual e profissional, bem como o respeito que todos eles merecem ter.
O professor já foi muito mais respeitado do que é hoje. Mas, mesmo não sendo verdadeiramente valorizado como deveria a relação que o professor deve continuar tendo com seus alunos é de uma relação ativa para a transformação porque, como dizia Paulo Freire: “Há uma dimensão, de que participa todo professor, que diz respeito a seu papel, independentemente de sua opção política... É o ato de ensinar o que tem de ser ensinado”.
Maria Inez Rodrigues - Pedagoga Pós graduação em Educação Especial.

O SABER E O SABOR

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Palestra: Mario Sergio Cortella

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O SEGREDO

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GONZAGUINHA

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IÇAMI TIBA

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quadro da educação

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sistema educacional - desabafo

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Crônica - Sinto vergonha de mim

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INCLUSÃO SOCIAL

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iclusão escolar

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filmes

  • A casa do lago
  • A filha do presidente
  • Amizade Colorida
  • Antes que termine o dia
  • Cavalo de Guerra
  • Conversando com Deus
  • Diamante de Sangue
  • Gladiador
  • Imagine eu e você
  • Meu nome é Radio
  • O diabo veste prada
  • O pacto
  • Titanic
  • Uma linda mulher
  • uma lição de amor