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Planeta Sustentável

domingo, 2 de março de 2008

AINDA SOBRE A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS...


. A violência nas escolas está sendo de certa forma, banalizada, e isso é muito preocupante, porque o professor deveria ser respeitado e idolatrado por ser aquele que conduz ao caminho da sabedoria, do conhecimento e formador de opiniões e de cidadãos. O magistério é uma das profissões mais dignas que uma pessoa pode exercer, pois, todas as outras profissões passam por ela. É certo, no entanto, que a escola não acompanhou a evolução e as transformações que a era da tecnologia e do conhecimento exigem para o desenvolvimento da aprendizagem.E a indisciplina na escola de hoje é mais um desafio que os professores precisam vencer com criatividade. Também é certo que o sistema de ensino está mais preocupado com resultados e índices do que propriamente com a qualidade desse ensino, muito embora faça cobranças colocando a cargo do professor a culpa pelo bom ou mau desempenho da escola.Se não há disciplina a aprendizagem pode não acontecer porque as interferências acabam prevalecendo diante daquilo que precisa ser ensinado.Entretanto, a disciplina não é algo que se impõem, que se obriga, que se determina, ela é algo que se conquista com inteligência, dedicação, perseverança e muito trabalho.Quando as aulas são mau preparadas é fato consumado a tal da indisciplina. É por isso que a disciplina depende da motivação que pode ser provocada por vários fatores que influenciam na aprendizagem dos alunos. Esses fatores podem estar ligados tanto a vida pessoal, familiar e socioeconômica do aluno, quanto na relação interpessoal que o professor tem para com ele. Ora, sabemos que a maioria dos jovens e crianças que freqüentam nossas escolas é oriunda de famílias desestruturadas e que, por conta disso, a escola está responsável, também, por ensinar boas maneiras, ou seja, educar essas crianças e esses jovens ensinando-lhes limites que deveriam ter aprendido em casa com seus pais. Acaba, com isso, que a verdadeira função da escola está sendo desviada para obrigações que não são dela ,tendo que dar conta do currículo oficial previsto no planejamento do professor, bem como do currículo oculto presente nos temas que preparam nossos alunos para o pleno exercício da cidadania. Também hoje, o professor precisa aprender a lidar com uma nova realidade, a do multiculturalismo, e respeitar as diferenças, bem como ser criativo na sua didática para evitar confrontos e dissabores que acabam por explodir em atos de violência contra ele mesmo.O trabalho docente está se transformando em um trabalho de alto risco, porque se o professor exige do aluno responsabilidade nos estudos, ele sofre violência tanto física quanto verbal, mas se não exige e ensina de qualquer jeito, é taxado de incompetente e responsabilizado pela má formação desse aluno. Acredito, entretanto, que não devemos ser nem de mais nem de menos, porém não podemos baratear a educação e o nosso sistema de ensino como estamos vendo acontecer através dos resultados das avaliações que os meios de comunicação nos apresentam. Tudo tem uma causa e uma conseqüência. A violência e a indisciplina nas escolas está chamando a nossa atenção para algo que está errado.
As dinâmicas das salas de aulas talvez ainda não tenham conseguido acompanhar as transformações e mudanças da nova geração de alunos que recebemostodos os dias, porque a escola pouco mudou na sua estrutura didático-pedagógica.Uma boa parte dos professores ainda insistem em ministrar aulas apoiados apenas em livros didáticos, não querendo ou não sabendo fazer uso de outros recursos. A sociedade mudou, a escola não.Lidar com a nova geração de crianças e adolescentes acostumados com o uso de novas tecnologias e avalanches de informações todos os dias, ao que parece requer boa formação e domínio de conhecimentos. O despreparo de muitos professores faz com que as dificuldades apareçam ocasionando o surgimento da indisciplina e, por que não, da violência nas escolas. A educação é para todos sim, respeitando-se as diferenças, mas o respeito a quem ensina também deve ser garantido. Uma Nação não se fortalece na sua cidadania sem Educação e uma Escola não se estrutura sem um professor. Portanto, está na hora do Estado voltar seus olhos para o que está acontecendo e defender seus professores, valorizando-os com salários mais dignos, com escolas melhor equipadas, com salas de aulas de no máximo 25 alunos, com planos de saúde de qualidade e garantia de assistência, com segurança no trabalho, bolsas de estudo para seu crescimento intelectual e profissional, bem como o respeito que todos eles merecem ter.
O professor já foi muito mais respeitado do que é hoje. Mas, mesmo não sendo verdadeiramente valorizado como deveria a relação que o professor deve continuar tendo com seus alunos é de uma relação ativa para a transformação porque, como dizia Paulo Freire: “Há uma dimensão, de que participa todo professor, que diz respeito a seu papel, independentemente de sua opção política... É o ato de ensinar o que tem de ser ensinado”.
Maria Inez Rodrigues - Pedagoga Pós graduação em Educação Especial.

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