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Planeta Sustentável

terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos sim, baderna não.

                                                                                    Maria Inez Rodrigues

Há muitos anos, acredito que desde as Diretas já, não se via uma mobilização tão intensa em prol de um objetivo comum.

Os protestos que estão acontecendo em todo o país, neste mês de junho, reivindicam direitos que estão sendo usurpados por políticos e gestores da administração pública, demonstrando um total desrespeito contra os cidadãos brasileiros. É uma manifestação legítima, porém, alguns elementos infiltrados e  de má índole procuram desmoralizar e desestabilizar esse movimento em prol dos direitos do cidadãos que lutam por uma educação de qualidade, tarifas de transporte público mais justas, punição contra os corruptos,  saúde, segurança, dentre outros direitos. Por isso, protestar sim, badernar não.


 A história do Brasil tem em seus registros diversas mobilizações e levantes que colocaram o povo nas ruas para reivindicar direitos e protestar contra os abusos praticados por políticos de má índole, e que ajudaram a consolidar a democracia brasileira.

 Entretanto, não basta mostrar ao mundo, no momento da Copa das Confederações, que o "povo acordou" apenas como um jargão pronunciado ao vento. Nem incentivar o público presente nos estádios, nos jogos da seleção brasileira, a cantarem o hino nacional de costas para a bandeira. É necessário, transformar esse clamor em prática diária na luta por direitos e em votos nas urnas,  renovando, por meio do voto, o quadro dos deputados e senadores que transformaram a política em profissão, legislando em benefício próprio.

Com as pessoas nas ruas novamente, a democracia  se manifesta com  maturidade. A política praticada sem limites e cercada de impunidades tem de ser revista. Os partidos políticos reformulados, bem como suas plataformas e projetos de governo. A PEC 37  derrubada. A maioridade penal  revista. Os políticos  ouvirem mais seus eleitores. Os interesses da população respeitados. As tarifas de ônibus com seus preços para baixo.

Entretanto, de acordo com Marx, "A História não faz nada, não “possui uma enorme riqueza”, ela “não participa de nenhuma luta”. Quem faz tudo isso, quem participa das lutas, é o homem, o homem real; não é a “História” que utiliza o homem como meio para realizar os seus fins – como se tratasse de uma pessoa individual – pois a História não é senão a atividade do homem que persegue seus objetivos. (MARX, Karl e ENGELS, México, Grijalbo, 1967, p. 1590). 

Esse movimento está fazendo história, porque os homens e mulheres participam da luta. Quando convocados comparecem, se manifestam e proclamam suas vontades. Marcham por um país mais justo e melhor. Marcham por um Brasil mais competente, educado, com melhor qualidade e condições de vida.

Salve! o povo brasileiro. Salve! os filhos que não fogem a luta. Salve! a minha pátria mãe gentil. Brasil!


REFERÊNCIA

MARX, Karl e ENGELS. A Sagrada Família (1845). Ed. Martin Claret, 1967


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