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Planeta Sustentável

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Gestão Escolar

Plano de Gestão – Subsídios
                                                                                                             
                                                                                                            Danilo Roberto Fuza

Somos criadores de nós mesmos, da nossa vida, do nosso destino
e nós queremos saber isto hoje, nas condições de hoje,
da vida de hoje e não de uma vida qualquer e
de um homem qualquer.
Antônio Gramsci

A condição de existência da gestão democrática tem por base a construção e elaboração de estratégias que possibilitem o envolvimento do coletivo escolar com o objetivo de conduzir as ações pedagógicas tendo em vista a efetivação do processo de ensino e aprendizagem.
A gestão, enquanto a administração e condução da educação, a partir de uma perspectiva democrática, deve ser assinalada pelo acolhimento de todas as propostas ou necessidades que condicionem o processo de ensino e aprendizagem.
Neste processo de acolhimento, tornar-se-á claramente complexa a elaboração das estratégias, tendo em vista a diversidade de opiniões sobre cada elemento que poderia tornar a escola melhor administrada e conquistar um espaço destinado ao atendimento de seus alunos, principais interessados e atingidos por uma boa ou má gestão.
No horizonte da Gestão Democrática, todos os que estão na escola são responsáveis pelo processo de aprendizagem. Sendo assim, apontando-se um problema, logo, toda a engrenagem e, consequentemente, o fazer ou a ação pedagógica serão diretamente atingidos, pois um problema pode ser compreendido como uma evidência de que em algum ponto do processo há um seguimento que não está engajado no principal foco da educação, que é a criança e todo seu processo escolar, o qual deve culminar em aprendizagem. 
A indicação de uma gestão democrática vem em resposta à dificuldade de abranger todas as dimensões da educação no espaço escolar, visto que em outra época, com um diretor agindo isoladamente, se responsabilizando por tudo, apontavam-se as adversidades de gerenciar todas as necessidades a partir das condições da realidade local, além de conduzir um processo educacional impondo aos profissionais da escola fazeres nem sempre justos ou incompatíveis com a educação, pois a gestão nas mãos de um único indivíduo, conduzia à aparência de autoritarismo ou imposição de suas ideias, as quais, muitas vezes revelavam um gestor isolado em suas teorias e ideias, não atingindo todo o complexo mundo de acontecimentos do ambiente escolar. 
Já no panorama da Gestão Escolar Democrática, percebe-se, ainda, críticas e contradições emersas por diversos apontamentos, os quais interferem diretamente na qualidade da educação, o que, supostamente, faz pensar e repensar que gerir democraticamente também não tem funcionado, ou, o fazer de cada um, dentro de sua esfera, não acontece em unidade com todas as outras esferas. 
Se a gestão organizada na base democrática é uma necessidade, ou, aquilo que melhor se configura como ideal de educação, como contestação aos sistemas manipuladores ou autoritários, tanto quanto os modelos excludentes faziam, incita a cada profissional que atua na escola a reflexão sobre como o seu trabalho concorre para que a gestão democrática ofereça uma educação de qualidade aos principais interessados: os estudantes. 
Cabe analisar qual loco cada um dos profissionais ocupa dentro do contexto escolar e onde encontrar um parâmetro que aponte o que não está funcionando ou está interferindo para uma gestão educacional de qualidade, o que cada indivíduo deve fazer para ser parte integrante e concreta da gestão escolar atual, tendo em vista, a origem das críticas, a partir de dados advindos dos próprios profissionais atuantes nas instituições escolares. 
Dentro do contexto democrático, cada qual deve possuir papéis individuais para com o coletivo, tanto quanto conhecer e valorizar a responsabilidade dos demais, e para fazer frente às necessidades da instituição, em relação ao cumprimento da sua função, como parte de um todo, de acordo com uma ação educacional voltada aos principais objetivos da Educação, fortalecendo a coerência da ação individual em relação à unidade do coletivo escolar. Nesse sentido, importa observar se realmente todos estão cumprindo sua responsabilidade, visando à totalidade, para que ao se juntar todas as partes, se possa visualizar a unidade, a qual se constitua a partir do gerir compartilhado, que é a gestão democrática. 
Percebe-se que ainda existem contratempos que dificultam a organização democrática na escola. Grande parte dessas adversidades se referem ao próprio processo de difusão das concepções que norteiam a sua implementação. O processo de estudo e implantação pode ter ocorrido de forma acelerada e sem reflexão. Alguns levantamentos teóricos observaram a necessidade de mudança no processamento da administração da escola, apontando a gestão democrática como solução para os problemas da Educação e não houve tempo hábil para todos refletirem sobre suas reais condições. 
Mesmo apresentando-se compatível com os ideais da Educação, não foi, na maioria das vezes, devidamente assimilada pelos que estão na atuação direta da prática educativa. 
Não se deve entender isso como uma medida para apontar uma situação negativa induzida pelos que estão na atuação direta do âmbito escolar, mas sim, uma necessidade que se coloca devido às urgências que estão às portas de nossas escolas, envolvendo, diretamente aqueles que estão administrando os contratempos gerados pelas consequências dos problemas enfrentados no cotidiano escolar, que fazem parte de todo o contexto educacional. 
Ainda, pode-se dizer que, propriamente, não houve um tempo de assimilação tanto quanto de parâmetros a serem seguidos e analisados, já que os discursos que se propagaram sobre a égide democrática foram disseminados fácil e rapidamente, tendo em vista a não existência de elementos que contestassem tal necessidade, muito menos, pode-se refletir, esse processo permitiu a construção de subsídios para ofertar uma condição concreta e plausível a ideia democrática, a ser posta em prática ou ao menos, servindo de objeto à transposição do ideal para a situação prática da realidade escolar, assim como de seus principais responsáveis, ou seja, todo o colegiado escolar. 
Nesse sentido, a propagação acelerada das ideias de gestão democrática surgiram num contexto de tensões, visando a quebra do totalitarismo, aquebrantando mudanças que se faziam necessárias para educação, obstruindo o caminho em direção ao principal fator requisitado: a atuação frente ao processo de aprendizagem, mediante a compreensão da proposta.  
Nessa perspectiva, pode se considerar injusta a cobrança por uma gestão organizada quando não houve o tempo necessário de assimilação, quando não se estabeleceu critérios a serem seguidos, os quais, deveriam ao menos servir de base para a elaboração dos planos e ações escolares. 
Distante da intenção de condicionar, deve-se ter por base a formação teórica e, a partir desta, considerar que cada instituição possui uma realidade concreta, sobre a qual seus atores em atuação direta e convivência no ambiente escolar podem ao menos, traçar um caminho de efetivação da proposta de administrar uma instituição de ensino, conforme o que a própria cultura local exige, a participação ativa dos trabalhadores da educação em favor do bem comum.
Referentes a essas reflexões e as que serão levantadas pela comunidade escolar, a partir do conhecimento da realidade local, algumas questões são levantadas para servir de base para a construção dos planos da gestão, os quais, cada instituição é livre para reorganizar a partir da plena consciência das reais necessidades que podem não estar contempladas nessas questões.
1- Qual sua perspectiva sobre o interesse de aprendizado que o aluno de sua Escola possui?
Essa questão é algo que precisa entrar em pauta nos assuntos da escola, se a escola se reconhece como necessária e consonante com a proposta vigente de Escola para todos e democrática, o conhecimento do aluno, juntamente com os demais elementos, é o ponto de partida para a tomada de ações das disciplinas, do colegiado, e principalmente, da identidade da gestão.
• Há um momento ou veículo de voz dos alunos, a respeito de opiniões, necessidades, observações feitas pelos alunos? 
• Há um mecanismo de apoio à tomada de decisão pelos alunos, a respeito de necessidades levantadas por todo o colegiado escolar? 
• Os alunos são consultados de alguma forma sobre decisões tomadas pela gestão escolar democrática?
• Na visão de cada colegiado, o aluno ativo, com voz reflexiva sobre questões escolares, é foco de análise pertinente aos assuntos referentes à escola? 
Talvez essas situações sejam delicadas, pois a gestão democrática muitas vezes, é observada pelo colegiado escolar, para quem o nome do aluno, às vezes, sequer é lembrado. A partir disso, compreende-se que o caráter democrático da gestão se perderia, caso não se considerasse, de alguma forma, o aluno, cerne de toda a gestão escolar. 
2- Qual a proposta que a Escola oferece ao aluno? 
• O professor ensina, cobra uma prova e constrói-se o aprendizado a partir disso? Ou considera as condições iniciais de chegada do aluno na escola e visualiza o que pode ser transformado significativamente ao decorrer do ciclo escolar? 
• Qual o papel da escola na vida do aluno? Ele apenas passa pelos anos escolares e deixa a vida cuidar das consequências do ensino? 
• Qual meio ou recurso utilizado pela escola para garantir a formação do aluno para a cidadania, tal qual existe nas propostas de ações apresentadas pelas instituições de ensino? 
• Os alunos têm espaço de manifestação própria ou são incentivados para isto? 
Pautado na questão do conhecimento do aluno, na metodologia adotada pela escola e no processo de avaliação a escola vai delineando sua proposta de ação, e se não houver um colegiado com clareza no que quer em relação ao aluno que possui, não há como construir a relação democrática, ou como elaborar um plano de ação. 
3- Quais ações têm sido realizadas pela escola para provar que desenvolve uma proposta dentro de uma educação democrática e transformadora? 
• Professores participam ativamente de reuniões pedagógicas, tendo uma postura de diálogo frente a questões levantadas e levantando outras conforme observa em sua atuação como professor? 
• Todos os colegiados, se incluem no processo de educação enquanto um processo de aprendizagem contínua, onde todos estudam, pesquisam, acompanham as inovações apresentadas pelos diversos meios tecnológicos de comunicação e informação? 
Analisar essas questões a partir do que está pautado na estrutura da escola, sustentada pelo PPP, constitui um primeiro passo para propor uma ação, e esta precisa ser concretizada, organizada e estar à disposição não apenas do colegiado, dos gestores, como e principalmente, de todos aqueles que estão na relação direta com a educação, a comunidade, as famílias, a sociedade. Para a implantação de uma gestão verdadeiramente democrática, não basta apenas que se tenha um objeto material escrito, quando as proposições que o compõem não são construídas sobre dados da realidade, que dependem antes de tudo do diálogo harmônico entre todos os colegiados e do envolvimento de cada um para elaboração e implementação das propostas. 
4- O colegiado se reúne como um todo para estabelecer metas para o ano letivo, promovendo o diálogo com as necessidades apresentadas pela implementação do currículo? São criadas condições para estudo e fundamentação para participação nas decisões da escola? 
• Em relação ao quadro de professores e demais funcionários efetivos, pode se dizer que há momentos em que todos, unidos pelo mesmo ideal de educação que cada estabelecimento possui, dialogam sobre condições de aprendizagem dos alunos, entre outros fatores que envolvem o processo? 
• As questões de indisciplina, um dos principais fatores apontados como prejudiciais ao aprendizado, são discutidas a partir de ações resolvidas e levantadas conjuntamente para possíveis soluções? 
• Os sujeitos responsáveis pela educação assumem uma postura ativa frente aos momentos de abertura do diálogo escolar? 
É preciso espaço organizado, planejado e justificado para o pensar na relação do aluno com a escola, e é preciso haver abertura para tal, conforme os pontos dessa questão, lembrando que, quem conduz tudo isso, não são os alunos, mas sim, o colegiado, o qual, precisa se pautar em estudos, e principalmente, na análise do conjunto de ações de sua instituição, para que a escola não seja regida por proposições alheias ao contexto educacional. 
4- Como são tratadas as questões que excedem ao espaço pedagógico? 
• Questões de violência entre alunos são devidamente registradas, informadas aos responsáveis, repassadas a todo colegiado, e, estudas entre todos os responsáveis para a proposição de solução digna de ação humana? 
• O não cumprimento do que é delegado aos funcionários é devidamente registrado em ata, repassado a todo colegiado e instâncias maiores como o NRE, e torna-se objeto de diálogo entre todos para que se possa buscar solução frente ao ideal de escola gerida democraticamente? 
• As instalações do estabelecimento de ensino são devidamente zeladas por todos? Quando ocorre algum problema, há um mecanismo de ação a ser tomada pelo estabelecimento como um todo para se resolver a questão? 
• O que a escola pode oferecer ao processo de inclusão? Quais ações têm sido realizadas pelo estabelecimento para cumprir os procedimentos necessários para organização de Escola para Todos? 
Este é um foco sobre o qual a gestão precisa possuir organização para propor ações concretas, já que tratam de situações frequentes que dependem da ação da gestão e que exigem um plano compatível com a realidade local. 
5- Há valorização do espaço democrático? 
• Professores que apresentam boas ações educacionais são convidados a apresentar a mesma a todo colegiado, como forma de valorização e motivação a todos os demais? 
• Ações destacadas do estabelecimento como um todo frente às necessidades dos alunos são divulgadas aos pais e aos demais estabelecimentos? 
• Boas ações de alunos, ou atuação frente ao processo de ensino, inclusão, educação para todos, escola democrática e cidadã, escola como meio transformador dos indivíduos, possuem meio de valorização e apresentação a todos do estabelecimento ou outros estabelecimentos? 
Se há um espaço democrático, esses e outros pontos precisam estar na pauta de todos os profissionais da escola; ser uma constante, principalmente no que diz respeito à valorização desse espaço. Ainda que a gestão em si seja considerada muito boa, ainda assim há uma necessidade de abertura de diálogo com outros estabelecimentos; isto, muito além da simples troca de experiência, mas, pautadas na organização interna para, então, partir para uma busca externa da resolução de outras questões. 
6- Qual relevância das atividades extracurriculares desenvolvidas na escola? 
• Há uma valorização da escola, um apontamento visível ou que alcance os alunos envolvidos direta ou indiretamente, tanto quanto os pais, a sociedade, a respeito da existência destes programas? 
• Há um procedimento de observar e analisar o relacionamento desses alunos entre si e com os professores, bem como se há melhoria do comprometimento deles com a escola? 
• Os programas fazem parte do PPP e comungam com suas opções teórico-metodológicas? 
Havendo propostas extracurriculares, é de responsabilidade de todos que estão envolvidos no estabelecimento, conhecer e acompanhar, visto que elas pertencem ao PPP da escola e devem proporcionar avanços na escola como um todo. 
7- Como se dá a relação professor com a escola? 
• A condução do trabalho pedagógico do professor possui relação direta com os objetivos que
a escola tem para com o aluno? 
• Observando a necessidade de clareza da exposição pedagógica a todo colegiado e comunidade, a proposta do professor é atualizada conforme dados e prazos requeridos pela instituição? 
• A implementação da proposta pedagógica é acompanhada atentamente pela equipe? 
• Todos os professores seguem a mesma linha teórico-metodológica, firmada pelo Projeto Político-pedagógico? A escola oferece momentos de reflexão sobre as concepções que norteiam a prática pedagógica proposta no PPP? 
• A elaboração dos planos dos professores é orientada a ser atualizada conforme necessidade justificada pelo processo de ensino e aprendizagem? 
• Conduzidos pela gestão democrática, os planos são orientados e contempla-se ações de reorganização a partir de diálogos entre professores? 
• Existe mecanismo de observação e reflexão da atuação prática destes planos? 
• A hora atividade se constitui efetivamente como espaço de análise das propostas, tanto quanto da procura por adequações ao processo de ensino e aprendizagem? 
• A instituição possui recurso hábil e claro a todos para compartilhar inovações ou ações metodológicas utilizadas por seus professores? 
• Há possibilidade de criação de espaços alternativos para contato do que a escola produz para a comunidade? 
Ao se assumir papéis e responsabilidades com a Comunidade Escolar, observa-se atentamente a extrema necessidade do cumprimento dos objetivos escolares, os quais, estão pautados primordialmente na função, sobre a qual se inscreve a Escola no cenário social, como responsável direta pela Formação dos Sujeitos Escolares. Para que a Escola possa dar condições para o exercício de cada um no cumprimento de suas funções, na realização das ações, e na organização de seus aparatos, que visam a cumprir a cultura do seu dia a dia, levando em conta o calendário escolar, há que considerar as vozes que emergem das necessidades que irrompem do cotidiano escolar e se estendem para toda a comunidade que atua na escola e que assume a elaboração das propostas e responde pelos resultados, por meio do cumprimento da Gestão. Havendo a abertura para a participação de todos, a vozes deverão se unir numa luta coletiva em defesa da qualidade da
aprendizagem, o que postula a ação ativa do professor com sua escola. Dessa forma, o olhar do professor deve voltar-se para aquele sobre o qual assume responsabilidade por meio de sua função dentro da instituição. 
8- Como se dá aproximação com a família? 
• A família é convidada a participar de reuniões pedagógicas conforme uma programação e organização orientada pela escola? 
• A confirmação da falta de apoio da família provém de fundamentação a qual se pode provar que houve a solicitação de aproximação e apoio pedagogicamente direcionado a objetivos claros, e o mesmo foi negado?  
• O que é documentado pela escola que viabiliza ações de envolvimento da escola com a família, os quais, permitam comprovar a importância significativa das ações, segundo o atendimento dos objetivos da instituição? 
• São criadas condições de apoio e aproximação da família com a escola e aluno? 
• Quando solicitada, a família é atendida e orientada claramente quanto ao apoio que a escola solicita da mesma? 
• A escola tem suporte para aproximar-se da família, do aluno, quanto a um comportamento que interfira no que acontece nas atividades pedagógicas da escola? 
• A instituição cria condições de acessibilidade entre escola e família, que não se limite a apenas festas e comemorações, tendo em vista que, seu a análise dessa relação evidencia que esse nível de participação não proporciona significativas melhoras no processo de aprendizagem? 
Muito tem se discutido e analisado durante o decorrer da história, apontando grandes e severas críticas aos papéis, às funções negadas pela família enquanto elemento social direto de apoio ao cumprimento das necessidades pedagógicas da instituição escolar, o que vem criando uma cultura de críticas referentes a falta de apoio da sociedade para com a escola. Observa-se que muitas dessas críticas carecem de fundamentação sólida, especialmente no que se refere à afirmação de que o apoio da família não tem se efetivado, ou que a família tem se omitido quando a escola solicita seu apoio. Isso possibilita refletir quanto à importância da definição dos papéis da educação formal e da família, até como forma de defender a função social da escola, o que realmente cabe à escola, enquanto capacitada a organizar o trabalho pedagógico e o que pode delegar à família, como complementação de sua ação dirigida ao processo de ensino e aprendizagem. Como a escola é um centro responsável pelo ensino dos conhecimentos científicos, acumulados ao longo da História e elencados pela Humanidade como significativos para a formação das novas gerações, é preciso ter claro de que forma a família pode participar dessa formação, considerando a diversidade e, consequentemente, a preparação para a participação nos processos pedagógicos, ou seja, definir claramente qual a contribuição das famílias ao adentrarem os muros escolares. 
9- Como se tem efetivado o processo de Inclusão escolar?  
• A condição de inclusão, dentro de um processo democrático, exige o diálogo sobre as questões que irão envolver o trabalho com o aluno. Existe esse espaço e o mesmo é utilizado satisfatoriamente? 
• A inclusão exige a procura de métodos diversificados e adaptáveis as novas condições. Esse processo está claro nos planos dos professores e também, da gestão? 
• Incluir um aluno numa instituição, é parte de um processo em que a escola necessita promover o dialogo sobre todas as condições que ocorrem dentro de seus muros, tudo que acontece. Há procedimentos que possibilitam ciência sobre essas ações? Isso está claro para todo o colegiado ? 
O ideal de educação para todos prevê um grande processo de inclusão na instituição escolar, a qual, estava cristalizada por ter já padronizado um currículo de caráter prescritivo, para um ensino regular, o qual, subjugou-se na prática, como um ensino para alunos que manteriam a constância por todos os anos escolares. Ocorre que cada geração, conforme políticas educacionais desenvolvidas ao longo da História, foi apresentando diferentes formas de responder ao ensino regular. Com a entrada da diversidade no ambiente escolar, tem aumentado cada vez mais a preocupação do colegiado escolar quanto ao que fazer com essa nova demanda, e aponta-se primordialmente crescente dificuldades para criar caminhos que possibilitem superar as atuais condições. Objetiva-se, com esta reflexão, corroborar com a ideia de que, havendo a existência da gestão democrática, todos se responsabilizam pelos procedimentos, de acordo comas necessidades, quais sejam: inovação, renovação, constância, busca de alternativas metodológicas, voltados para o aprimoramento do processo ensino aprendizagem, a mesma preposição utilizada para renovar, alterar, buscar alternativas, construir um novo ambiente que venha a suprir toda a nova demanda. 10- Como está organizado o Currículo da instituição? 
• A concepção de currículo firmada pelo Projeto Político-pedagógico da escola é conhecida entre todos os colegiados, há um momento de reflexão acerca dos objetivos da escola para com os alunos? 
• Numa visão de constantes inovações, mudanças quanto ao quadro de conteúdos, proporcionadas pela revolução cientifica e novas descobertas, o currículo é constantemente renovado, observado, analisado, modificado, passando por processo de atualização? 
• Entende-se o currículo como responsabilidade de todos? 
• Há, no currículo, aquilo que identifica a realidade local do estabelecimento de ensino? 
• Apresenta uma proposta clara quanto ao atendimento de especificidades contidas em leis que tramitam na obrigatoriedade da escola, tal como a lei da cultura afro, meio ambiente, diversidade, entre outras? 
• Há alguma proposição, ação, atuação ou momento de reflexão frente ao currículo real, o qual, expresso pelo PPP e por ações as quais se podem denominar currículo oculto? 
• Existe um mecanismo de troca de experiências entre professores e toda a equipe sobre os fatos ocorridos no currículo oculto? 
• Qual visão de currículo oculto é expressa pela gestão? 
As questões sobre o currículo é o sustentáculo da escola, toda ela se organiza em torno desse elemento, que é o responsável pela organização do conhecimento, que faz a escola girar. Além de sua organização embasada nas ideias contidas no processo educacional, que se aperfeiçoa e se transforma constantemente, precisa estar contemplado na proposta de gestão democrática, em que todos se tornam responsáveis ativos por ele. 
11- Como se organiza a Avaliação na Gestão Democrática.  
Diante de todos os momentos de reflexões a respeito da Gestão Democrática, se torna imprescindível, dentro do plano de ação dos gestores, a opção clara e acessível do processo avaliativo, contendo as normas, as condições, e todas as opções referentes a todos os processos envolvidos na condução da gestão, para que possa, com isso, assegurar o desenvolvimento das ações, cuidando para que a proposta não seja compreendida apenas como cobrança do gestor para com os demais, pois compete a todos a responsabilidade da avaliação de todos os processos que estão sendo desenvolvidos na instituição, conforme levantamento das necessidades da instituição. Esse levantamento, dentro do próprio processo de assumir a gestão enquanto momento de participação de todos, também deve ser um instrumento utilizado e formulado por todos, para que se cumpram o que se enumera como necessário como a própria atuação de cada colegiado para com a sua instituição. A proposição prática desta condição não enumera condições autoritárias a serem cumpridas, como se fosse uma cobrança determinada por intenções ou opiniões individualistas e desfocadas do que a escola necessita, por isso deve-se valorizar a atuação de cada um; apenas assim, se pode cumprir o próprio processo de formação humana que a escola realiza, Dessa forma,
todos os atores devem ser realmente seus autores e principalmente, cumpridores daquilo que observam nas diversas funções e opiniões, mediadas pelo dialogo democrático.

“Todos os homens do mundo na medida em que se unem entre si em sociedade, trabalham, lutam e melhoram a si mesmos.”
Antônio Gramsci

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