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Planeta Sustentável

sábado, 24 de janeiro de 2015

A SEMANA PEDAGÓGICA DE FEVEREIRO E A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES







Maria Inez Rodrigues Pereira


imagem: http://www.rc.unesp.br/biosferas/0063.php
O ano letivo está perto de começar e os professores paranaenses se preparam para uma semana de estudos e planejamento.  De acordo com o estatuto do servidor público do Estado do Paraná, Lei 6.174/70 que estabelece em seu artigo 281 que “o servidor deve participar de treinamento funcional, especialização ou aperfeiçoamento profissional quando convocado”, todos os profissionais que atuam nas escolas não podem  deixar de cumprir essa carga horária de trabalho, uma vez que esse momento  se constitui a base para o trabalho pedagógico durante todo o ano letivo de 2015.
Esta formação continuada é de extrema importância para os professores, pois, independente do tema a ser desenvolvido, torna-se uma ótima oportunidade de levantar reflexões e críticas a cerca do trabalho coletivo na escola. Por isso, deve ser muito bem aproveitado por todos esses  profissionais.
Para que os professores tenham um bom desempenho no seu trabalho pedagógico é necessário que o esforço coletivo seja posto em prática a partir dos estudos realizados durante a Semana Pedagógica. Desse modo, os estudos visam a mudança de paradigmas que dificultam o avanço na qualidade do ensino e, principalmente, das práticas metodológicas  que não conduzem nossos alunos a efetiva construção do saber. Nesse contexto é que a formação continuada se faz o caminho para superar desafios, corrigir rumos e realizar reflexões a cerca dos  “saberes que constituem a docência”(PIMENTA,1996) e que não podem ser esquecidos durante nossa práxis.
O estudo dos fundamentos filosóficos que sustentam as práticas pedagógicas nas escolas, bem como a gestão, o planejamento e a organização da escola contribuem para esclarecer as dúvidas sobre o entendimento que os profissionais possuem quanto à concepção de educação prevista nos documentos oficiais, com relação a cada modalidade de ensino.  Ou seja, no Ensino Fundamental a concepção de educação prevista nos documentos oficiais é a  “de que os conteúdos trabalhados na escola possam contribuir para a crítica as contradições sociais, políticas e econômicas presentes nas estruturas da sociedade contemporânea e propiciem compreender a produção científica, a reflexão filosófica, a criação artística, nos contextos em que elas se constituem”.(DCE,2008 p. 14)Portanto, uma concepção vinculada ao materialismo  histórico dialético que possibilite ao estudante a formação necessária para o enfrentamento com vistas à transformação da realidade social, econômica e política de seu tempo.
Já no Ensino Médio, que está passando por reformulação,  deve ter uma base unitária sobre a qual podem se assentar possibilidades diversas como preparação geral para o trabalho ou, facultativamente, para profissões técnicas; na ciência e na tecnologia, como iniciação científica e tecnológica; na cultura, como ampliação da formação cultural. Ou seja, uma educação que busque despertar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais, e das relações entre o ensino da disciplina e a produção do conhecimento.
Por essa razão é que a Semana Pedagógica, que acontecerá de 02, 03 e 04 de fevereiro de 2015, é muitíssimo importante para todos nós profissionais da educação, uma vez que o objetivo principal de cada Semana Pedagógica é discutir as formas organizativas de gestão escolar, avaliação e currículo. Sendo assim, essa formação continuada ao mesmo tempo em que nos proporciona fundamentação teórica, também nos faz revisar metodologias e nos indica a atual situação vivida pela escola e sua atribuição na sociedade contemporânea.
Segundo Paro (2001, p. 10),”não há dúvida de que podemos pensar na escola como instituição que pode contribuir para a transformação social. Mas, uma coisa é falar de suas potencialidades... uma coisa é falar “ em tese”, falar daquilo que a escola poderia ser. [...] outra coisa bem diferente é considerar que a escola que aí está já esteja cumprindo essa função”.

Somente a formação continuada pode nos ajudar a pensar na escola como instituição que contribui para a transformação social, conforme aponta Paro. Pensar nas contradições que estão postas e impostas no nosso cotidiano e que se destacam nos resultados das avaliações. Pensar no trabalho pedagógico do professor como  ponto chave para essa transformação social  a partir da aprendizagem crítica do aluno por meio de conteúdos básicos, estruturantes e específicos  e que o faça se apropriar de conhecimentos científicos, necessários à sua formação humana.
Essa é a especificidade da escola. Esse é o objetivo da Semana Pedagógica e da formação continuada. Não podemos ir contra esta obrigação, pois em todas as profissões existe o “treinamento funcional” e no nosso ofício não pode ser diferente.  Que estejamos prontos a aprender para ensinar mais e melhor e que a formação seja contínua, efetiva e de qualidade.

 REFERÊNCIAS
SEED. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Curitiba, 2008
PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 2001.

PIMENTA, Selma Garrido. Formação de Professores – Saberes da Docência e Identidade do Professor. R.Fac.Educ. São Paulo, v.22, n.2, p.72-89, jul/dez. 1996.


SEED. Orientações para o Registro Oficial do Evento. DFP. Curitiba, 2015.

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