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Planeta Sustentável

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Por que  normalmente o professor apresenta o conteúdo teoria literária desvinculado do texto literário?

A resposta talvez esteja na maneira como o professor expõem o conteúdo com aulas expositivas e fundamentadas nos livros didáticos, com um ensino abstrato, fragmentado e desvinculado do contexto do aluno. Também, não há um interesse do aluno pela leitura dos textos clássicos, já que os professores não trabalham a análise crítica dos textos e  seus autores.
Outra justificativa é de que a Literatura acha-se inserida na área de Língua Portuguesa, como um programa a ser cumprido no currículo, de modo que os textos literários são trabalhados pelos professores para se fazer análise gramatical, tornando-os difíceis de serem lidos pelos alunos. Bordini(1989, p. 9) assevera que “[...]a Literatura é ensinada para aprender gramática, para revisar a História, a Sociologia, a Psicologia e para dirigir melhor. Tornando-se matéria para adornar outras ciências, o texto literário descaracteriza e afasta de si o leitor.”
Isso permite dizer que o conteúdo literário, que busca interpretar os textos literários e as obras do autor, é pouco ou quase nada trabalhado em sala de aula, pois isso envolve a escrita de resenhas, análise textual, bem como exige a análise de alguns conceitos como discurso, espaço, estrutura da obra, linguagem, etc.
É muito mais fácil, pois exige muito menos tempo, desenvolver atividades de interpretação por meio de questionários pré-elaborados, do que apresentar atividades diversificadas que levarão o aluno a compreensão literária e uma análise mais crítica da obra. Ou seja, as concepções de leitura que ainda permeiam as salas de aulas, é a do consumo rápido de textos em detrimento a seleção qualitativa do material a ser trabalhado, para que se crie no aluno o ato de ler como uma ação cultural.
Para Silva(1998, p. 61) o tratamento dado ao texto literário é realizado por meio de fichas de interpretação, dando uma ideia de que o aluno precisa apenas dar informações como: título da obra, nome do autor, descrição dos personagens principais e secundárias, entre outros que não avaliam, de fato, a compreensão do texto.
Na verdade, o aluno precisa ser estimulado a inferir, preencher as entrelinhas e reconstruir as pistas textuais para ser capaz de atingir um nível de criticidade no ato de ler.

Referências

BORDINI, Maria da Glória. Guia de leituras para alunos de 1º e 2º graus. Centro de Pesquisas  Literárias. Porto Alegre: PUCRS/Cortez, 1989.
SILVA, E. Criticidade e leitura. 1998b. Campinas : Mercado de Letras.

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