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Planeta Sustentável

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A ESCOLA COMO UM LUGAR APAIXONANTE


Quando eu era criança a escola era para mim um lugar de pura alegria. Minha imaginação se completava nas explicações da minha professora, pois, eu viajava nas explanações que ela fazia e nas aulas de literatura que eu amava. Participávamos das aulas com total empenho e satisfação, porque éramos instigados de uma forma tão cativante que não tinha quem não quisesse participar daquela aula. Tínhamos motivos para aprender. O tempo passou e hoje a escola, para muitos, se tornou chata e monótona. Os motivos são muitos, mas não podemos perder o desejo de tornar a escola um lugar apaixonante.
Sul real essa afirmação? Pode até ser no momento, mas tenho a certeza de que não é impossível tornar os espaços da escola, neste lugar apaixonante.
Quando se é “tocado” de verdade o compromisso com a educação de uma pessoa ou indivíduo prevalece, aos desafios e obstáculos, e acaba vencendo, trazendo para dentro da sala de aula os melhores ensinamentos e as melhores pesquisas.
Quando as perguntas surgem no lugar das afirmações pura e simples, a aula fica muito mais gostosa e o conhecimento acaba sendo apropriado com muito mais significado, com mais propriedade. O aprender a aprender fica mais fascinante, mais prazeroso e com isso a atividade prática se realiza com muito mais acertos e eficiência do que quando partimos para teorias sem sintonia com a realidade. Podemos dizer com isso que, ensinar é saber projetar no sujeito que aprende a vontade de conhecer cada vez mais e de reconhecer-se capaz de aprender e de pôr em prática o que aprendeu.
O grande centro para se desenvolver esse tipo de aprendizagem é a escola. Porém, o que presenciamos a cada dia são o desestímulo e a resistência de muitos alunos frente àqueles que deveriam estar lhes preparando caminhos, ensinando a se relacionar com o conhecimento.
Assim sendo, é importante realizarmos então, uma reflexão mais aprofundada sobre a prática docente, pois sem atrativos para esta geração de adolescentes cercados de informações e de recursos tecnológicos muito mais atrativos, um quadro de giz apenas, não vai funcionar. O ideal seria então, oferecer a estes alunos outras maneiras de estudar e de conhecer o mundo através de práticas que os instiguem à participação e às manifestações de suas identidades culturais, de suas necessidades educativas e de seus saberes. Portanto, precisamos reorganizar o conjunto de conhecimentos e técnicas como forma de transformar o espaço da escola em lugar apaixonante de verdade. Para isso, a receita está na disposição de querer ensinar com qualidade e, que faz parte de três eixos importantes na qualificação do professor, definidos por Isabel Alarcão como sendo a “interação com as tarefas educativas; interação com os outros e interação de cada um consigo próprio” (ALARCÃO, 2001). Sem estes três eixos fica difícil o professor atrair a atenção de seus alunos e isso significa, também, que é preciso que ele se apaixone pela escola.
Apaixonar-se pela escola é torná-la um lugar apaixonante. É descobrir nossa paixão por ensinar e também aprender. É compartilhar conhecimentos e transformar pessoas em cidadãos. É deixar que o conhecimento aconteça. É não ter medo de oferecer aos alunos aquilo que eles esperam de nós: conhecimento


Maria Inez Rodrigues

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