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Planeta Sustentável

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

 



A MINHA ESCOLA NÃO  ESTÁ  A VENDA


O governo do Estado do Paraná está correndo a todo o vapor para aprovar nos colégios elegíveis o projeto "Parceiro da Escola". Entretanto,  muitas questões continuam sem respostas tais como:

Por que o governador deseja tanto a  privatização das escolas?

O que está por de trás dessa pressa para aprovar esse projeto "Parceiro da Escola "? Será que existem interesses escusos nesse processo? Por que colocar na mão  de "instituições especializadas" a gestão administrativa e financeira das escolas públicas? E por que será que os políticos de cada município não  se posicionam contra esse absurdo? 

Imaginemos que nenhum deles possuem filhos na escola pública e por isso, não  se importam com o restante da população mais pobre e que precisam  da escola pública e gratuita para obterem  conhecimentos científicos. Desse modo, apostam numa situação de extrema dependência da classe trabalhadora e sua subordinação à classe dominante. 

Infelizmente,  ao se concretizar esse projeto no Estado do Paraná nas escolas da rede, o efeito cascata para os municípios não  tardará.   É  uma realidade que não  está  muito longe de acontecer. Por isso sou contra esse absurdo que está  por vir e por determinação de um governo que segue a linha de pensamento fascista. Um governo assim é  autoritário, antissocialista, segregador e repressor, porque se diz de direita. Então, a primeira ação de um governo com essas características é  sempre o de  atacar as escolas e a educação que liberta os pensamentos, por meio do trabalho docente.  Desse modo, persegue os professores que se colocam ao lado dos mais fracos tirando-lhes direitos adquiridos e sufocando o trabalho docente com plataformas que não estão levando a lugar nenhum. As propagandas,  outra estratégia do governo, são apenas para enganar quem não  tem conhecimento da realidade. Haja vista a escolha da data para reunião com a comunidade escolar de Nova Londrina para o dia 16/10/24, um dia após o dia dos professores.  É  irônico isso não? Mas, quando os professores tentam abrir os olhos dos pais para enxergar a real intenção desse projeto, nem sempre são ouvidos. Muitos estão calados achando que não irão sofrer as consequências desse processo de privatização, mas estão enganados. Estão sendo submetidos a lógica do capital para a formação de mão de obra barata e sem muita perspectiva de vida. Somente alguns poucos terão a formação adequada e necessária para esse mercado capitalista e segregador. Por isso,  quem não  se enquadrar a nova proposta de educação será "convidado a se retirar", assim como está  sendo executado nas escolas cívico-militares. Quem não  se enquadra nos valores cívico-militar é  convidado a sair, a buscar outra escola.  É  assim que funciona o novo modelo do sistema educacional do Paraná,  infelizmente.  

Por esse motivo não  quero ver a escola pública sendo privatizada. Os lucros ficam com a empresa, não  com a comunidade escolar.  

As instituições consideradas elegíveis,  como é  o caso do Colégio Ary,  assim o foram por necessidades de aprimoramento pedagógico de acordo com a SEED.  Mas, se esse fosse o caso do Colégio Ary de verdade,  porquê obtivemos ótima classificação no resultado do IDEB a nível de núcleo regional? 

Por ventura já  se perguntaram quais são as empresas que vão "administrar as escolas"? A quem pertencem? Qual o valor do lucro de cada uma delas? Sim, porque nenhuma empresa trabalha de graça.  

Outra questão é  que de acordo com as explicações da SEED os professores e funcionários efetivos  "continuarão em suas posições,  enquanto as demais vagas serão preenchidas pelas instituições parceiras(quer dizer empresas), em regime CLT". Isto significa que o Estado está  se omitindo na obrigação de abrir concurso para suprimento de vagas. Está também reconhecendo que não  está  oferecendo  melhores condições de trabalho para os PSS, conforme ele mesmo explica no item valorização dos professores.  A verdade é que, consequentemente,  não  terá  gastos com o funcionalismo, sobrando mais dinheiro para o pagamento dessas empresas. Ou seja, o dinheiro de nossos impostos indo para as mãos de grandes empresários. 

Eu não  desejo que vendam o  Colégio Ary João Dresch para uma empresa a preço de banana. Estamos vendo todos os dias como funciona a terceirização dos funcionários administrativos e da limpeza que trabalham no  colégio.  É  um sistema injusto e precário.  E não  é  culpa da direção,  foi o governador quem quis assim. Então,  senhores pais e responsáveis votem NÃO  A PRIVATIZAÇÃO no dia que definirem a data para o processo de escolha, que será  dentro em breve.

A escola, repito mais uma vez, deve ser pública e gratuita de acordo com a Constituição Federal e não  o contrário.  Defenda a escola do seu filho. Defenda o Colégio Ary, pois se ele for privatizado deixará de ser público. Pense nisso e nas consequências disso.  Não  existe parcialmente pública.  Existe público ou privado. Existe universal e  gratuita conforme DETERMINA a Constituição Federal de 1988 nos artigos 205; 206; 208; 212; e 214. 

Espero,  enfim, que ninguém se cale diante desse processo autoritário e  destruidor do sistema  público de ensino. 


Maria Inez


Referência

Parceiro da escola | Governo do Estado do Paraná (parana.pr.gov.br)


domingo, 23 de junho de 2024

REFLEXÕES

                   imagem: BemEstar_felicidade_destaquecerto.jpg (925×617) (vivercuritiba.com.br)



A primeira vista, toda ingenuidade atrai a desconfiança e a traição. Toda expressão atrai a proibição. Ainda mais quando não há um caminho perfeito, mas trilhas que conduzem ao lugar desejado. Quando necessário, desviamos o caminho para chegarmos ao lugar certo. Apesar disso, o que nos move é a esperança, a vontade de vencer, o amor que constrói e alivia a solidão de cada ser humano. Na verdade, não nascemos para viver sozinhos.  Seja como for em cada espaço da vida aqui na terra há um conjunto de homens que têm  objetivos e constroem o futuro. Nesse sentido, o trabalho coletivo só funciona quando se compartilha conhecimentos imprescindíveis a todos. Não basta saber, é preciso colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Por isso, o conjunto de esforços faz a diferença quando se deseja mudança. Entretanto, quando o egoísmo/egocentrismo se  sobrepõem ao coletivo, a mudança fica mais difícil de ser alcançada. Ao mesmo tempo o peso da responsabilidade dobra e o  cansaço vai ficando evidente em cada ação ou trabalho.

É claro que existem pessoas que não conseguem ou têm dificuldades de trabalhar em equipe. Mesmo  que digam "somos equipe" a ação demonstra isolamento e egoísmo e individualismo. Frequentemente a individualidade  vai se sobrepondo ao trabalho em grupo. Entretanto, há situações que as ações são individuais. Isso faz do ser humano um indivíduo especial e com especificidades, porém não o impedem de restringir seu campo de ação com atos de individualidade.

Se ao menos a gente pudesse entender essas nuances do ser humano!!... Não somos perfeitos, mas precisamos  de um tempo para compreender isso tudo. Afinal há sempre um jeito certo de  se fazer isso. Contudo, mudanças exigem esforços e um certo  modo resiliente de viver. O crescimento do ser humano dói, e a vida vai nos cobrando aos poucos o preço de se tornar Humano. Se vivemos bem e praticamos o bem,  tudo se tornará  mais alegre e surpreendente.  Se vivemos com desdém às pessoas ao nosso redor, provocando mais dor do que alegrias, certamente, receberemos o valor dessa vida no mesmo preço ou em dobro.

Em segunda análise, o único caminho certo a ser seguido é o caminho do amor. Mesmo que ele seja mais difícil, lá no final haverá uma luz muito mais bonita e brilhante pois, terá valido a pena. Esse é o significado de viver bem. O amor, em tudo o que fizermos, é a engrenagem que nos move para o sucesso. Não nos cabe julgar se erramos ou acertamos, mas refletir por que erramos ou acetamos nas ações que vamos praticando em nosso dia a dia.

Cada ser humano por mais singular que possa ser, não está fadado a solidão. Ser solitário é uma escolha, uma opção. Às vezes nos sentimos só, porque exigimos demais do outro e em nossas escolhas. Ninguém é perfeito.  Somos pessoas em constante evolução, em construção.  E quando enxergamos mais defeitos do que qualidades nas pessoas a nossa volta,  estamos nos isolando e nos tornando solitários. Fica mais difícil excluir do que agregar. 

Sob essa lógica, aceitar os defeitos e imperfeições no outro, não é tarefa fácil. Requer coragem e percepção sutil da personalidade  humana. Uma imperfeita psicanálise da alma na procura incessante de sua essência. A essência que brilha nos olhos e resplandece no modo de agir em cada pessoa.  Por isso, a unicidade do ser humano. Ser único no universo de bilhões é o que nos torna especiais. A essência da vida mora em cada um de nós como uma tatuagem exclusiva. 

Além disso, a marca dessa essência pode estar num sorriso, numa relação, numa palavra, num trabalho, numa expressão, em cada gesto. Cada um tem sua marca  e sua essência. Nada substitui essa característica muitas vezes definida como personalidade forte e marcante, principalmente quando passamos por uma situação difícil na vida. E os momentos difíceis que a vida nos trás, podem trazer ou afastar as pessoas que chamamos de amigos. Portanto, é uma outra característica do ser humano, se distanciar ou se aproximar conforme seu interesse.   Apesar  disso as interações acontecem e vão se ajustando na medida da convivência e das necessidades de cada indivíduo em particular,  e no seu engajamento pré-reflexivo com o mundo(Heidegger, 2002).

Continua....



REFERÊNCIAS


ARENDT, H. A condição humana. Tradução de Celso Lafer. Rio de Janeiro, 2003.

HEIDEGGER. M. Todos nós...ninguém: um enfoque fenomenológico do social. São Paulo, 1981 - PDF - Acesso em: Jun. 2024 in:   Todos Nós Ninguém - Martin Heidegger PDF | Download grátis PDF | Martin Heidegger | Existencialismo (scribd.com)

NUNES. Benedito. Heidegger& Ser e tempo. filosofia passo a passo 6. 3ª ed. Editora Zahar, 2002

SciELO - Brasil - Relacionamentos interpessoais e emoções nas organizações: uma visão biológica Relacionamentos interpessoais e emoções nas organizações: uma visão biológica

sexta-feira, 21 de junho de 2024

O ÚLTIMO ADEUS





 Hoje, 19/06/24, está completando sete dias que você meu amado José foi morar com Deus. Sendo assim, vamos celebrar na missa de sétimo dia a sua vida vivida aqui na terra e a que viverá em outro plano. Sua vida aqui nesse plano foi marcada pela honestidade, trabalho, companheirismo, resiliência e de entrega aos compromissos e à família. Acho que isso se chama amor. E o amor é o que há de mais perfeito no ser humano. Vem de Deus, pois Ele é o mais puro AMOR. E o amor que sentimos um pelo outro, um dia nos fez olhar na mesma direção. Ou seja, a nossa união pode ser explicada como sendo o domínio desse amor de Deus que foi se completando, conforme os anos foram passando. Isso se chama amor plenitude. É a entrega plena de um amor sereno, equilibrado e duradouro. Acredito ser essa a definição do nosso amor enquanto nos fizemos presente um ao lado do outro. Nossa união durou 40 anos de companheirismo, cumplicidade, amizade e fidelidade. Conseguimos chegar a completar Bodas de Esmeralda, pedra que simboliza os sentimentos preservados, o amor fortalecido e as adversidades ultrapassadas. Juntos, fomos o apoio um do outro nos momentos difíceis e nos momentos de felicidade. Por tudo isso agradeço a Deus, mas principalmente pela oportunidade de ter convivido com você, meu amado José. Com o seu jeito simples foi autêntico no amor, buscando sempre me tornar feliz.

Não está sendo fácil me acostumar com sua ausência. Confesso que ainda derramo algumas lágrimas ao longo do dia, principalmente quando me dou conta de que você não está mais no nosso quarto esperando pra eu te cuidar, te alimentar e te medicar. Desejei muito a sua cura, mas Deus já havia traçado o seu tempo aqui na terra com a gente. Por isso, peço que de onde estiver cuide de mim e dos nossos filhos. Seja o nosso anjo protetor pra cuidar e guardar em todos os momentos da nossa vida. Tenha a certeza de que fomos muito felizes ao seu lado.

Obrigada meu amor. Te amo e te amarei para sempre.

De sua eterna namorada.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Metas para a aprendizagem nas escolas paranaenses e o caminho para a privatização.


 O estabelecimento de metas para a educação paranaense tem  causado muito  desconforto para os professores quanto ao trabalho pedagógico nas salas de aula.

Como um instrumento fiscalizador, o sistema Power BI em sintonia com o LRCO(Livro de Registro de Chamada Online), indica o índice de frequência, informações individuais de alunos e turmas, aulas dadas, amparos legais e matriz curricular de cada instituição em tempo real. Desse modo, quando o índice está abaixo do esperado (95,00%) as instituições são comunicadas de que estão no "vermelho " e que precisam reverter o  quadro identificado, por meio do Power BI , sendo preciso modificar esse quadro abaixo da média de alguma forma.

Com o objetivo de ficar em primeiro lugar no ranking nacional, o governo estadual propôs em 2023 para os gestores escolares um bônus de R$3.000,00 para quem atingir a meta estabelecida de 100% de frequência dos estudantes na escola, provocando uma competição entre diretores com um sistema de ranking entre as escolas. Conforme o índice apresentado  no BI as metas são estabelecidas pela SEED e cabe ao gestor cumpri-las. Ou seja, números que indiquem o primeiro lugar são  o objetivo e não  a qualidade de ensino, pois o que importa no final é  o fluxo de aprovação de cada instituição. Quanto maior for o índice de aprovação, maior será  o índice do  IDEB, principalmente em ano de avaliação externa.

Essa metodologia de trabalho,  teve início na gestão do secretário estadual Renato Feder em 2019 e mantida pelo atual secretário Roni Miranda.  Uma estratégia que tem incomodado muitos professores e funcionários, apesar de não poderem se manifestar, uma vez que a gestão não  é  democrática como apregoam. Isso fica visível  com a administração  do atual secretário Roni Miranda que  tem se  utilizado  de  uma nova estratégia de ilusão. São os encontros de formação shows em  Foz do Iguaçu. Esses encontros passam a ideia de que a educação paranaense está  muito bem. O local escolhido para o evento é  sempre o melhor e mais caro, facilitando a estratégia para a inclusão de mais metas, numa sutil transformação de gestão escolar pública,  para uma gestão empresarial.

Transformar a  gestão escolar em gestão empresarial pode ser um grande erro que, com certeza, deixará marcas para a educação paranaense.  No entanto,  persistem na ideia e seguem o ritmo da inserção  de plataformas de ensino, tais como: redação Paraná,  inglês Paraná,  Mattifc, Kan Academy, Leia Paraná e Quizz, com a obrigatoriedade , uma vez por semana, de uso e produção  pelos alunos durante as aulas, bem como o  cumprimento de metas de acesso e realização de atividades. Mas, não  pára por aí a desobrigação do governo estadual com a educação geral básica.  Agora, quer implementar a parceria público-privada com empresas especializadas em gestão escolar, indicando que quando um diretor ou diretora não  der conta de cumprir as metas, as empresas especializadas entram com a "parceria", de modo  a realizar um trabalho para melhorar os índices daquela instituição.  Esse programa tem a alcunha de "Parceiros da Escola" com o objetivo  de implementar melhorias na gestão administrativa das instituições, tendo como meta cuidar da infraestrutura,  merenda escolar, uniformes,  recrutamento de funcionários, processos administrativos,etc(SEED, 2024). Ou seja, o patrimônio público nas mãos da iniciativa privada. Entretanto, algumas questões precisam ser respondidas: a quem interessa privatizar as escolas públicas? Somente ao governo estadual ou a um grupo de empresários ambiciosos para adestrarem mão  de obra barata?

Simplificando, esse tipo de estratégia é comumente usada pelos liberais com o objetivo de quebrar, destruir para "construir novamente" um setor ou empresa,  que julgam não corresponder as expectativas de mercado. É  uma distração para conseguir se apossarem do patrimônio público, sem qualquer escrúpulo. Nada mais sutil e estratégico do que sucatear deliberadamente alguns setores para conseguir se apossar dele mais tarde. E não  adianta gritar, esbravejar ou se colocar contra essas ações.  Quem faz isso,  acaba sendo punido com advertências e outras sanções. 

O fato, é  que desde 2016, a educação vem sofrendo ataques que objetivam uma reforma empresarial e o movimento "Todos pela Educação" se apresenta para essa reforma na égide de "Parceiros da Escola ".
Como nos assevera Freitas(2018), o capital financeiro rentista está  por trás dessa genial ideia de vender o patrimônio público. Por isso,  não  se iludam com as propagandas do governo estadual, pois o objetivo desse governo é pôr em prática a política do Estado mínimo como desejam seus parceiros e financiadores.

Para a educação essa ideia é entendida como vouchers, que amplia a segregação social, pois baseia-se na ideia de que" os pais têm o direito democrático de escolher onde seus filhos devem estudar". Essa é  uma proposta da nova direita que vem sendo implementada desde 2008 com uma série de reformas que desestruturam a luta dos trabalhadores.  Quem não  se lembra das bombas pra cima dos professores em frente da assembleia legislativa em Curitiba, em 2015? Desestruturar uma classe que forma cidadãos e ensina a pensar era o objetivo principal desse ataque.

Conforme nos aponta Freitas em seus escritos, "Ao eliminar direitos sociais,  transformando-os em "serviços a serem adquiridos ", o neoliberalismo derruba a proteção social, que tornou o trabalhador mais exigente(e mais caro) frente ao empresário." (FREITAS, p.24, 2018).

Uma coisa é certa, a apropriação do bem público pela iniciativa privada  mesmo tendo o disfarce de "Parceiros da Escola",  busca  transformar direitos sociais em serviços a serem adquiridos (Chaui, 2017), legitimando a desestruturação dos movimentos sociais que lutam pelos direitos humanos e que, por vezes, têm seu início na escola.

O desprezo pela educação pública do atual governo paranaense, bem como pelos profissionais que nela trabalham, está destruindo aos poucos a qualidade do trabalho pedagógico por meio de uma política de desqualificação e má remuneração salarial, perda de direitos,  precarização da infraestrutura das escolas e a terceirização de serviços técnicos de apoio. Portanto,  a meta é  privatizar para reduzir a parcela do Estado na obrigação de ofertar escola gratuita e de qualidade pra todos. Está  em curso a reforma empresarial da educação paranaense.


Referências

CHAUI, Marilena. O retrato de uma catástrofe. Entrevista Jornalistas Livres: Acesso em: Maio/2024 Disponível em: https://www.facebook.com/share/v/Zgb8dnKqeuUWkoDq/?mibextid=oFDknk

FREITAS, Luiz Carlos de. A reforma empresarial da educação. Nova direita,  velhas ideias. 1° Ed. Expressão Popular, São Paulo, 2018.

SEED, Portal dia a dia educação- https://www.paranaeducacao.pr.gov.br/Pagina/Parceiro-da-Escola; ACESSO em: Maio/2924

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

OS PRICÍPIOS E DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O NOVO ENSINO MÉDIO

 


OS PRICÍPIOS E DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O NOVO ENSINO MÉDIO


                        
                          Maria Inez R.Pereira1




A educação na atualidade está tomando um outro rumo em seu processo de escolarização. Essa afirmação foi constatada tendo em vista a publicação da Lei 13. 415, de 13 de fevereiro de 2017, que estabeleceu mudanças na organizaçãopara o Ensino Médio, obrigando os estados da federação a organizarem os Referenciais Curriculares para o Novo Ensino Médio, conforme a lei determina.
É importante ressaltar que a História da Educação brasileira sempre teve seus altos e baixos em seus objetivos educacionais e a partir dessa constatação,
pode-se dizer que a política educacional ao longo dos anos foi sendo redirecionada no que diz respeito ao currículo básico, procurando implementar à cada mudança, um rumo pedagógico, que direcionasse seu fazer a formação do sujeito, visando o desenvolvimento de suas competências e habilidades, com
mais qualidade. Nesse sentido, atualmente, os objetivos estabelecidos durante
o processo conforme o documento orientador curricular para o Novo Ensino Médio estabelece, é a de que “os estudantes desenvolvam competências e habilidades que possibilitem o exercício da cidadania” (PARANÁ,2022). Assim,
ao se estudar os referenciais curriculares, constatou-se que o Estado procura promover na organização do currículo e da prática docente a interdisciplinaridade e a contextualização, como ponto principal para o desenvolvimento dos saberes e do conhecimento.
Assim, entende-se que isso sempre foi o objetivo da educação: preparar o sujeito para o exercício de sua cidadania. Desse modo, as aprendizagens definidas no Currículo devem garantir a efetivação da formação integral dos
estudantes como deseja o Estado, principalmente no que chamamos de conteúdos essenciais para cada etapa da Educação Básica. A partir disso, e considerando essa pedagogia para cada componente, o estudante deve desenvolver suas capacidades criativas, reflexivas e críticas, além de compreender os conceitos básicos de cada disciplina/componente.
Entretanto, você deve estar se perguntando: mas o ensino não foi sempre assim, objetivando as aprendizagens, com o professor ensinando e o aluno aprendendo? Sim, isso mesmo. Deveria ser. Entretanto, em um determinado
ponto da história da educação a Pedagogia se transformou. Dentro dessa nova realidade, a pedagogia não- crítica passou a Histórico-Crítica e está retornando a não-crítica novamente. Ou seja, as lutas travadas durante os anos e décadas
a fio para garantir uma educação pública laica, gratuita, universal e de qualidade está esbarrando em uma política de desmonte, impulsionado por um radicalismo 
neoliberal que está pondo em risco a formação básica e profissional de nossos estudantes, colocando em prática uma reforma do Ensino Médio que está sendo implementado em 2022, em todas as escolas que ofertam essa modalidade de ensino. Enxerguem ou não, está havendo um desmonte na estrutura educacional brasileira, bem como em suas pedagogias, de modo a criar uma desprofissionalização do magistério. O documento referencial que sinaliza esse
desmonte é o Plano Nacional de Educação – PNE, cujas metas não estão sendo cumpridas como deveriam.
A esse respeito, é importante destacar que por trás dessa reforma educacional para um “Novo Ensino Médio” está a exclusão do caráter reflexivo e da formação crítica dos nossos jovens estudantes. Novamente, a História da Educação brasileira enfrenta desafios para transformar a sociedade numa sociedade culta, desenvolvida, justa e solidária, bem como participativa e democrática. O autoritarismo tomou conta das discussões e aprofundaram os retrocessos que assistimos hoje atônitos com a falsa criação de flexibilização imposta nos alardeados itinerários formativos. Assim como na década de 90, quando foi criado os PCNs, as alterações no texto da BNCC deixaram o currículo com uma
proposta indiferente as necessidades do ensino e de aprendizagem dos estudantes que, ao final do processo de formação transformará a população
mais pobre da sociedade em excluídos, desinformados e mal preparados para o mercado de trabalho. Ou seja, estará preparando mão de obra barata e sem formação suficiente para se articular na luta por direitos e melhores condições de trabalho.
Entre os autores que se dedicaram ao estudo da reforma do Novo Ensino Médio como um crítico ferrenho, o professor Galdêncio Frigotto (2018) especialista na área, aponta em seus escritos que a classe trabalhadora está relegada a atender os interesses do mercado. De acordo com o autor, isso se caracteriza “pelas reformas da previdência, reforma trabalhista e congelamento por vinte anos na
ampliação do investimento na educação e saúde pública, que tem que chegar à escola pública, espaço onde seus filhos estudam”. Por isso se justifica um Novo Ensino Médio que se entrega a força ao capitalismo, provocando nessa entrega as desigualdades, explicitadas no formato de um protagonismo juvenil e na
meritocracia. Essa desigualdade se acentuará por conta de uma formação de baixa qualidade para os 85% de estudantes que frequentam a escola pública,
oriundos da classe trabalhadora.
Nesse particular, é importante ressaltar o fato de que os cortes orçamentários e a desvalorização dos profissionais da educação, apresenta um único objetivo: a
privatização e o enfraquecimento do setor. Para Frigotto (2018) a reforma do Ensino Médio trouxe uma “busca profissional dos jovens por um curso muito rápido”. De acordo com o autor, houve um “retrocesso brutal na concepção do
ensino técnico e tecnológico. A educação profissional está reduzida à perspectiva da ‘Senaização’, de tornar as escolas de educação básica quase que um SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial)”. 
Talvez seja por isso que estamos vendo avançar para dentro das escolas a terceirização na educação profissional no ensino dos conteúdos e itinerários
formativos, por meio de parcerias público-privada, tendo como principal metodologia o ensino EaD, precarizando o ensino ainda mais. A Lei 13.415/17 estabelece que os sistemas de ensino podem firmar convênios com instituições de educação a distância de “notório reconhecimento” (Art.36 § 11) devendo assegurar um padrão de qualidade, o qual está se transformando em um grande
desafio. Pois, de acordo com Caroline Sthefanie, “apesar de sua elevada importância, a EaD não é adequada para qualquer situação educacional, pois nem todo ensino e aprendizagem satisfatórios é possível fora do contexto da
sala de aula”. (MACIEL,2020).
Como dissemos no início desse artigo, a educação está tomando um rumo que desvaloriza e desqualifica o ofício de professor e, por conseguinte, precariza a
aprendizagem do estudante. De acordo com Esteve (1999)
[...] a sociedade parece que deixou de acreditar na educação como promessa de um futuro melhor; os professores enfrentam a sua profissão com uma atitude de desilusão e de renúncia que se foi desenvolvendo em paralelo com a degradação de sua imagem social(ESTEVE, 1999, p. 95).
A educação deixou de ser um elemento importante na vida do cidadão, principalmente na vida dos jovens estudantes, passando a ter mais importância o ter do que o ser, resultado de um sistema capitalista que traz em sua estrutura algumas consequências apontadas por Paschoalino(2009), que indica “uma educação para o disciplinamento e com um currículo mínimo para garantir a
formação de um trabalhador com as elementares noções de leitura e escrita e a matemática elementar”.
Frigotto(2018), assevera em seus escritos em Educação e a crise do capitalismo real, que as três categorias básicas neoliberais para a educação se caracterizam com os seguintes discursos:” sociedade do conhecimento”, “educação para a competitividade” e “formação abstrata e polivalente”, ocasionando, com isso, a precarização da formação dos estudantes brasileiros. Também sustenta a ideia de que “A Educação e a formação humana terão como sujeito definidor as necessidades, as demandas do processo de acumulação de capital sob as diferentes formas históricas de sociabilidade que assumir. Ou seja, reguladas e subordinadas pela esfera privada e á sua reprodução (FRIGOTTO, 1995, p. 30)

Para o atual momento da educação brasileira, Frigotto analisa que,
“o Novo ensino médio “engendra, para a maioria dos jovens que
frequentam o ensino público nos estados da federação, a negação
do ensino médio de qualidade, condição para a leitura autônoma
da realidade social, política e cultural e o preparo para o processo produtivo sob a atual base técnica” (FRIGOTTO,2022).
 Dessas acepções, podemos ressaltar que mesmo que tenha havido um aumento na carga horária do curso de 2.400 horas para 3.000 horas, a flexibilização
curricular proposta com a reforma do Novo Ensino Médio, acarretará num atraso significativo no aprendizado dos estudantes, o que causa preocupação. Isso são efeitos de uma política pública que perdura há anos para a manutenção dos benefícios de um determinado grupo social. Nesse sentido, e conforme nos indica Francisco(2021),
No Brasil presenciamos, por um longo período, uma escola
pública que não oferece a mesma formação que a escola
particular. As escolas públicas sempre preparavam os estudantes
com conhecimentos básicos para atuarem como vendedores de
sua força de trabalho já na sua juventude; como afirma Saviani,
os currículos tendem “a ser sobrecarregados com atividades
impregnadas do cotidiano, do senso comum” (2019, p. 61); por outro lado as particulares realizam, durante todo o período da
educação básica, uma preparação para o acesso à universidade,
principalmente, pública.(FRANCISCO, p. 60, 2022)
Ainda sobre essa questão, o autor enfatiza:
“Outro problema que podemos conceituar como ecos da consolidação burguesa na sociedade contemporânea são os
documentos normativos ou as diretrizes da implantação do Novo
Ensino Médio no Brasil. Um exemplo da ideologia liberal encontrase na disciplina “Projeto de Vida”, que estabelece um plano de
conteúdo fundamentado a partir dos trabalhos de Jacques Delors
(1998), um defensor do modelo educacional proposto por John
Dewey, que atribui ao próprio indivíduo a responsabilidade pela
superação das contradições sociais.(FRANCISCO, p.61, 2022).
Em síntese do pensamento relatado, os documentos normativos trazem um problema ao qual terá consequências a longo prazo. Essa situação relatada pelo autor nos indica que uma escola pública de qualidade incomoda muita gente, principalmente quando a oferta é dirigida à classe trabalhadora. Como exemplifica Saviani,
[...] Consequentemente, a expansão da oferta de escolas
consistentes que atendam a toda a população significa que o
saber deixa de ser propriedade privada para ser socializado. Tal
fenômeno entra em contradição com os interesses atualmente
dominantes (SAVIANI, 2021, p. 85)
Quanto menos a classe trabalhadora e os filhos dela compreenderem o sistema,
desvendando os segredos da sociedade capitalista como instrumento de luta, será melhor para a manutenção do “status quo” da qual a classe dominante
precisa para sua sobrevivência. Frigotto (2018) complementa dizendo que esta reforma “legaliza o apartheid social na educação no Brasil. Uma reforma que legaliza a existência de uma escola diferente para cada classe social”.
Nesse sentido, a concepção de ensino de qualidade a que se baseia essa reforma do Novo Ensino Médio busca atender os interesses políticos e econômicos do empresariado nacional, de modo a adequar o ensino dessa fase
da Educação Básica a lógica do mercado tornando o currículo mais flexível e atrativo aos alunos para desenvolver as “múltiplas habilidades”. Aparentemente,
essa reforma foi pensada na atual concepção de juventude com predominância ao protagonismo dos estudantes, desconsiderando a real situação das escolas.
Conforme Quintanilha( 2018) analisa em seu artigo:
“o sistema educacional pressupõe na atual conjuntura não só a
formação de profissionais adequados ao atual padrão de
acumulação capitalista, mas também a formação de indivíduos
adaptados às perspectivas gerais da sociedade mercantilizada.
Nas últimas décadas o sistema do capital, via diversos mecanismos de persuasão, tem pressionado radicalmente os indivíduos a acreditarem que apenas sob a égide do mercado pode-se ser socialmente produtivo” (QUINTANILHA, 2018, p.180).
Sob essa abordagem há grandes desafios para se adequar ao atual padrão de acumulação capitalista, principalmente no que se refere ao Novo Ensino Médio.
Os estudantes precisam fazer escolhas que, supostamente, ainda não estão preparados para fazer. A escolha das eletivas durante o processo deve priorizar
as competências e habilidades do estudante, levando-o a definir sua escolha entre área de linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e matemática.
Esse novo formato de Ensino Médio pretende instigar no estudante o
protagonismo para definir a sua trajetória formativa, escolhendo os temas que deseja se aprofundar. Mas, será que esse novo estuante está preparado para realizar essas escolhas?
É nesse sentido que, o itinerário formativo Projeto de Vida, ganha importância na formação integral do estudante e o prepara para as escolhas que deve realizar. Entretanto, é um grande desafio mover o estudante para o protagonismo quando temos muitas instituições sucateadas, em condições precárias na sua estrutura física, sem equipamentos e falta de professores. A educação integral exige muitas pessoas envolvidas, não só o estudante. E, atualmente, está havendo um processo de desmonte na educação brasileira, o que torna esse Novo Ensino Médio uma armadilha para a grande parcela da população, oriunda da classe trabalhadora.
A esse respeito, outro autor que vem há muito tempo chamando atenção em seus escritos sobre educação, é Vitor Henrique Paro(2001), que faz uma crítica a “qualidade total” adotado pelas redes de ensino, considerando uma nova onda à “aplicação da lógica de mercado aos assuntos educacionais”. Ou seja, lança uma crítica a maneira de a escola mediar e defender a reprodução do status quo de uma sociedade dominante e desumana, que deseja ser servida e que despreza a emancipação humana por meio do trabalho e pela sua divisão social.
Conforme Paro(2001) analisa, "a escola “deve ser importante, antes e acima de tudo, como consumo, como realização de uma direito de usufruir de um patrimônio construído pela humanidade, construção que se deu, diga-se de passagem, às custas sempre dos trabalhadores de todas as gerações passadas e da presente.”(PARO, 2001 p.22).
Então, é preciso que se coloque no centro das discussões se este Novo Ensino Médio está comprometido, realmente, com a formação integral do indivíduo para uma educação emancipadora.

CONCIDERAÇÕES FINAIS
 
Estamos vivendo tempos difíceis para a educação. Tempos que retratam o desmonte da escola pública e a desvalorização do trabalho do professor. As atuais políticas públicas e educacionais impulsionadas por um radicalismo neoliberal que está pondo em risco a formação básica e profissional dos estudantes, traz consigo um grande desafio marcado pelas incertezas que o atual contexto apresenta nas relações sociais e no mundo do trabalho. Ou seja, a lógica do mercado é quem está ditando as regras da formação
O Ensino Médio foi reestruturado significativamente por meio da lei 13. 415, de 13 de fevereiro de 2017, não só no tocante ao aumento da carga horária de 800 horas anuais para 1.000 horas por ano, mas, especificamente por ter retomado os Itinerários Formativos (1.200horas) com foco na formação técnica e profissional do estudante, conforme suas escolhas e propensões.
Por ser uma etapa conclusiva da educação básica a formação integral do estudante deve estar atrelada as suas demandas e exige de todos nós a reflexão sobre os desafios que teremos de enfrentar pela frente. A reforma do Ensino Médio tornando-o Novo, reconfigurou o processo de ensino para as demandas do mercado, impactando em um acerto elitista que implicará ainda mais no aumento das desigualdades sociais.
Mover o estudante para o protagonismo quando temos muitas instituições escolares sucateadas, talvez faça parte de um jogo de interesses em que
o retrocesso aos Itinerários Formativos que não deram certo nos planos e projetos de Anízio Teixeira nas décadas de 50 e 30, sejam a saída para,em pouco tempo, preparar o estudante para as demandas do mercado de trabalho, em constante transformação e automatização. Como parte flexível da matriz curricular do Novo Ensino Médio os Itinerários formativos precisam de uma organização que levem em conta as competências e habilidades dos estudantes para serem desenvolvidas nos quatros eixos estruturantes que são: investigação científica; mediação e intervenção sociocultural; processos criativos e empreendedorismo.
Novamente corre-se o risco de se repetir na história da educação brasileira a exclusão dos mais pobres, à medida que se aproxima do ensino superior. E a dualidade existente nesse nível de ensino entre a classe mais rica e a mais pobre fica cada vez mais evidente, tornando impossível para o jovem que precisa trabalhar conciliar os estudos com o trabalho.
Se essa reforma foi pensada para resolver o problema da evasão escolar, certamente não trará nenhuma solução. Ao contrário, a evasão escolar continuará aumentando e a qualidade do ensino continuará sendo prejudicada pela diminuição dos conteúdos, provocando por conta disso um aumento na
desigualdade entre estudantes mais ricos e os mais pobres. 


REFERÊNCIAS

BRASIL, Congresso Nacional - Lei 13,415/17 In: Instituições e Políticas
Públicas – O jogo político na elaboração das leis em educação. Arraes Editora,Belo Horizonte, 2020.

BRISCKIEVCZ.Danilo Arnaldo.STEIDEL. Rejane Organizadores: O Novo
Ensino Médio: desafios e possibilidades. Editora Appris LTDA. São Paulo.2018

ESTEVE, J. M. O mal estar Docente: A sala de aula e a saúde dos
Professores. São Paulo. Edusc.1999. In: O prazer e a dor o (Des)encanto da profissão docente disponível em:
https://www.google.com.br/books/edition/Entre_o_Prazer_e_a_Dor_o_Des_Encanto_da/YCZwDwAAQBAJ?hl=ptBR&gbpv=1&dq=desvaloriza%C3%A7%C3%A3o+do+professor&printsec=frontcover Acesso em: jun.2022.

FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e a Crise do Capital Real. São Paulo,
Cortez. Editora, 1995. pp. 11-90.
---------------, Galdêncio. A educação está nocauteada – Revista IHU on-line. Disponível em: https://ihu.unisinos.br/sobre-o-ihu/78-noticias/579997-aeducacao-esta-nocauteada-entrevista-com-gaudencio-frigotto
Acesso em: jun.
2022
--------------,Gaudêncio Artigo Disponível em: https://www.sintietfal.org.br/2018/08/gaudencio-frigotto-publica-texto-criticandoreforma-do-ensino-medio/Acesso em: jul. MACIEL, Caroline Stéphanie F. dos Santos. Instituições e Políticas Públicas
– O jogo político na elaboração das leis em educação. Arraes Editora, BeloHorizonte, 2020.

NETO, Luiz Bezerra; OLIVEIRA, Elane Rodrigues de. Marxismo e Educação:
contribuições para a discussão sobre o papel do Estado numa concepção marxiana. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022. 196p.

QUINTANILHA, Rodrigo Torres. Reformar o Velho: a sociedade brasileira e ao modelo de acumulação flexível como reflexo na educação. Revista Idealogando,
Ano 2 V. 2 N.1 2018. Disponível em :
file:///C:/Users/miper/OneDrive/Documentos/230717-118135-1-
PB%20artigo%20Quintanilha.pdf Acesso: Set. 2022.

PARO. Vitor Henrique. Escritos sobre Educação.
 
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica. 12 ª ed. Campinas, SP: Autores Associados,

1Professora Pedagoga da Rede Estadual de Educação, formada em pedagogia, FAFIJAN(1984) lotada no
C.E.Ary João Dresch, município de Nova Londrina; Especialização em Eduação Especial – UNINTER (2004); e Métodos e Técnicas de Ensino – UTFPR (2012), professora PDE, turma 2012 GS/SEED

Modelo inspirado no projeto idealizado por Anízio Teixeira “que tinha uma concepção de
escola voltada para a promoção de experiências significativas na área social e
industrial”.(FERREIRA, 2007, p. 33


sábado, 10 de setembro de 2022

O PERIGO DO OBSCURANTISMO/FASCISMO

Maria Inez Rodrigues Pereira  - 

Há, neste momento da história, um tipo de cegueira que impede algumas pessoas de enxergarem a  verdade. É o obscurantismo tomando conta de todos os segmentos da sociedade civil. A humanidade está doente, mas  principalmente a nossa sociedade que se permite ser levada por faknews. A empatia não  faz parte dos seus sentimentos. Estão matando movidos pelo ódio, porque não admitem serem contrariados. Não  aceitam a opinião contrária e se irritam acreditando que somente a sua verdade é a que vale. Acreditam que andar armado é  a solução, apesar de viverem dentro de uma igreja. Como podem acreditar no Amor de Deus e serem a favor do ódio a uma pessoa, um grupo, uma etnia, um partido, um sujeito? Para mim isso tem nome, chama-se hipocrisia.  Destilam mensagens de ódio fascista e nem percebem o quanto estão ferindo pessoas e suas representações. Fazem de tudo para provar que são pessoas "do bem", porém destilam ódio o tempo todo. Esse comportamento não  é  de Deus.  Esse comportamento é  típico de um fascista que usa o Nome de Deus em vão para justificar o ódio que está  carregando em seu coração. Infelizmente,  é  a triste realidade do que acontece no mundo e no Brasil. Uma realidade que deixa escancarada a má  índole,  a falsidade, a desonestidade,  a ganância e tudo o que é  mais insano em uma pessoa.  Em nome de uma pseudo honestidade praticam o ódio, a violência, a homofobia, a intolerância.  Não  conseguem enxergar o quanto nossa sociedade ficou mais pobre com a perda de direitos e de qualidade de vida. Não  enxergam que a reforma trabalhista executada, sem dó nem piedade, escravizou a classe trabalhadora empobrecendo-a ainda mais. Que o poder de compra da população caiu à um patamar de 30 anos, causado por uma política de aumento de preços selvagem, jogando o nosso país  3 pontos abaixo na tabela do IDH(Índice de Qualidade de Desenvolvimento Humano). Estão cegos de ódio fascista que os impede de  enxergar a verdade. Haja vista aqueles e aquelas que estão nos representando nos congressos com seus discursos de ódio fascista para uma política ultranacionalista e autoritária caracterizada por poder ditatorial, repressão da oposição por via da força e forte arregimentação da sociedade e da economia. "Deus, Pátria e Família" é  um discurso retirado do  nazismo/fascista de Hitler e Mussolini. Talvez por isso estamos assistindo tanta violência e  morte nesses últimos dias contra pessoas que pensam diferente.

É  uma pena que essas pessoas não  aprenderam nada, ou quase nada, com a História da humanidade.

filmes

  • A casa do lago
  • A filha do presidente
  • Amizade Colorida
  • Antes que termine o dia
  • Cavalo de Guerra
  • Conversando com Deus
  • Diamante de Sangue
  • Gladiador
  • Imagine eu e você
  • Meu nome é Radio
  • O diabo veste prada
  • O pacto
  • Titanic
  • Uma linda mulher
  • uma lição de amor