Brasil soberano ou
Brasil-colônia: a escolha está diante de nós
Maria Inez Rodrigues
Pereira
O nosso país
está passando por um momento muito difícil de sua história. Estamos em época de
eleição presidencial, bem como de escolha de nossos governadores e
parlamentares. Escolher entre aqueles que se opõem à nossa soberania e aqueles
que a defendem não está difícil. Porém, muitas pessoas estão se deixando levar
por muitas mentiras e por uma cortina de fumaça que está impedindo muita gente
de enxergar a realidade.
Neste momento,
a escolha eleitoral deve considerar não apenas preferências partidárias, mas o
compromisso concreto de cada projeto político com a soberania nacional, os
direitos sociais e a democracia.
Está muito
fácil perceber quem é quem na disputa pelo poder: quem propaga a ideia de um
Brasil-colônia e quem defende um Brasil soberano; quem aceita o retorno da fila
do osso e quem trabalha para que a fome seja combatida de forma permanente;
quem quer uma população dependente e quem defende um povo com direitos,
dignidade e autonomia.
Está evidente
quem quer sabotar o nosso país e quem trabalha para que o Brasil continue sendo
respeitado em sua soberania. Nunca foi tão fácil fazer uma escolha como nestas
eleições.
Mas é preciso
entender que o nosso país corre sério risco de interferência e sabotagem por
parte de setores que se alinharam aos interesses dos EUA. Há, inclusive,
pessoas vivendo lá e atuando para fortalecer esse processo de entreguismo.
As tarifas
comerciais impostas ao Brasil e o ataque ao Pix, feitos por Donald Trump e
sugeridos por um determinado candidato, deixam evidente o que poderá acontecer
com nosso país caso a extrema direita seja eleita. Sim, a extrema direita
brasileira: uma extrema direita que não se importa com ninguém, a não ser com
os ganhos financeiros que poderá obter se chegar ao poder.
A classe
trabalhadora, que é a maioria da população brasileira, sofrerá as terríveis consequências
desse resultado. Basta lembrar como foi realizada a reforma da Previdência no
governo Temer para saber um pouco do que poderá vir pela frente.
Contudo, vemos
todos os dias, pelas redes sociais e pela mídia impressa e televisiva, uma
enxurrada de denúncias envolvendo o clã Bolsonaro, juiz do STF, deputados e
senadores. Pelo que estamos vendo, essas pessoas não estão nem um pouco preocupadas
com as consequências de suas ações. Pelo contrário: apostam no esquecimento e
na falta de memória da população de modo geral. Perderam completamente o senso
de ética, de respeito, de brasilidade, de cidadania, de empatia e de vergonha
na cara que deveriam ter por serem nossos representantes.
É imprescindível
que a população que vota abra os olhos para o que está acontecendo no nosso
país. Também é imprescindível enxergar o que ocorreu em países vizinhos com a ascensão
da extrema direita. Um exemplo disso é a Argentina, onde a população
trabalhadora perdeu grande parte de seus direitos e o índice de pobreza
aumentou assustadoramente. Por aqui, se não abrirmos os olhos, o golpe em
andamento poderá ser concretizado, e nunca mais seremos o país do futuro.
Os escândalos que
envolvem a família Bolsonaro e seu filho candidato à Presidência do Brasil são
extremamente perturbadores. Essa estrutura corrupta, servil aos EUA, golpista, descarada
e sem limites em sua ânsia de poder não pode alcançar o que objetiva: o poder. Já
provaram que são infiéis à democracia, desprezam o povo, estão ligados à
milícia e representam tudo o que ameaça o futuro do país.
Portanto, não está difícil fazer
a escolha certa. Pense, leia, observe. Vote certo.